O senador José Medeiros (PSD) confirmou a redação do Primeira Hora que é candidato à presidente do Senado. A eleição que escolhe sucessor de Renan Calheiros (PMDB) está marcada para 1º de fevereiro.
Medeiros terá como adversário, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). O pemebista é um dos homens mais ricos do Brasil e goza de forte influência com o governo federal. Mas para o parlamentar de Mato Grosso a vitória é possível. “Estamos formando um grupo muito bom, existem vários colegas insatisfeitos com o nome do senador Eunício. Foram justamente estes colegas que me procuram e apresentaram o projeto. Os números mostram que nossa candidatura é perfeitamente viável”, afirma.
O senador preferiu não revelar o número exato de parlamentares que estão compondo a chapa. A base de sua candidatura será transparência. O rondonopolitano é dos poucos da casa de leis que não tem qualquer objeção ou contestação judicial. O nome de Medeiros também não aparece em qualquer tipo de investigação. “É uma candidatura que tem tudo a ver com o anseio da sociedade desse país. Estamos bem consistentes e não voltaremos atrás”, garante.
MT pode fazer história
Em caso de eleição José Medeiro seria o segundo senador de Mato Grosso a comandar o Senado Federal. O primeiro foi o Filinto Müllher, em 1973.
Biografia
Com histórico de mais de 20 anos de militância política, José Medeiros recebeu quase 10 mil votos quando postulou o cargo de deputado federal por Mato Grosso, em 2006. Nas eleições de 2010, foi eleito primeiro suplente de Pedro Taques ao Senado Federal. Em 2015, assumiu a vaga de senador pelo estado do Mato Grosso, uma vez que Pedro Taques foi eleito, em 2014, governador do Mato Grosso, tendo que renunciar ao mandato de senador da República.
Em 2015, com menos de um ano de mandato, recebeu o prêmio Congresso em Foco como um dos 10 senadores mais atuantes do Brasil, em votação on-line feita pelo site especializado, que tem parceria com o portal nacional UOL. Em março de 2016, após 16 anos, Medeiros deixa o Partido Popular Socialista (PPS) e ingressa no PSD.
Foi o único senador do estado do Mato Grosso que não passava por nenhuma investigação pela justiça eleitoral durante o processo de Impeachment da Dilma Rousseff.

















