O governo do estado publicou, no mês de janeiro, uma lei de autoria do deputado Dilmar Dal’ Bosco (DEM) instituindo o Programa de Coleta Contínua de Resíduo Eletrônico em Mato Grosso. O modelo consiste em buscar parcerias com empresas privadas e prédios públicos estaduais e municipais para instalação de postos de coleta.
Dal’ Bosco ressalta que a nova lei adota medidas para a conscientização do consumidor sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente em virtude do descarte inadequado desses produtos. Compostos por substâncias como chumbo, mercúrio, cádmio e arsênio, quando descartados em lixo comum esses componentes tóxicos são liberados, podendo contaminar o solo e atingir os lençóis freáticos e, caso a água venha a ser utilizada na irrigação, criação de gado ou mesmo no abastecimento público, o homem pode ser afetado.
“O lixo eletrônico cresce três vezes mais que o convencional, segundo a Organização das Nações Unidas. A maior parte desses resíduos não tem ainda destinação adequada. São um risco para o meio ambiente e estão associados a doenças graves como o câncer, distúrbios no sistema nervoso, problemas renais e pulmonares, podendo, inclusive, afetar o cérebro”, alertou Dilmar.
O resíduo eletrônico coletado em Mato Grosso, de acordo com a normativa, deverá ser encaminhado às empresas habilitadas ao recolhimento e aos respectivos fabricantes ou importadores, em conformidade com o disposto na Resolução Conama.
Além da retirada, o programa contará com a realização de campanhas de educação ambiental com veiculação de informações sobre a responsabilidade de destino do resíduo eletrônico pós-consumo e os riscos atinentes ao descarte inadequado, que serão oferecidos pelos parceiros privados.

















