Mato-grossense em missão voluntária no Iraque relata instabilidade em Erbil

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Uma região em conflito, está fora do roteiro de viagem de muitas pessoas, porém, o mato-grossense de 32 anos, Isidoro Jr, escolheu a Cidadela de Erbil, no coração do Curdistão iraquiano, no Oriente Médio para atuar como voluntário em um campo de refugiados. A cidade é a quarta maior do país, depois de Bagdá, Baçorá e Mossul.

Entretanto, uma das regiões mais pacíficas está a cada minuto mais tensa, devido a política entre o Curdistão iraquiano e a autoridade central de Bagdade, após o anúncio da vitória anunciada e inequívoca do "sim" no referendo independentista realizado segunda-feira, 25 de setembro.

O encerramento das fronteiras, com a consequente suspensão da passagem terrestre de bens comerciais, assim como o controlo do espaço aéreo, são as primeiras armas a que Bagdade pretende recorrer para isolar e pressionar as autoridades da região, até agora autónoma, do Curdistão iraquiano. Desta forma os missionários podem ficar presos no país.

Em vídeo publicado nas mídias sociais, ele relata a situação que os voluntários ir embora por causa do possível conflito entre o território independente do Curdistão e Síria, Irã, Iraque e Turquia. As fronteiras serão fechadas ao final da tarde de sexta-feira (28) às 18 horas.

“O sentimento é de frustração, pois estávamos começando a engrenar os trabalhos e começando a ganhar a confiança das pessoas, e principalmente das crianças. É muito triste ter que abandonar tudo, as amizades que estávamos construindo com muita dificuldade por causa dos costumes e do idioma, a estrutura para atendimento a quem precisava, enfim, é muito triste, é muito frustrante mas ao mesmo tempo nos ensina algo. Quantas famílias que hoje estão naqueles campos fizeram algo muito mais radical, Abandonando tudo, e quando digo isso, não falo somente de coisas materiais, estou dizendo de amigos e familiares que não puderam ser avisados da tragédia que se aproximava.”, diz.

O propósito do missionário no local era levar tratamento médico e odontológico, educação sanitária entre outras do gênero. “Aprendi desde cedo com meus pais a ajudar o próximo, vir para o Iraque foi uma oportunidade de fazer isso em outro país”, afirma.