O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que as linhas de crédito abertas pelos bancos públicos Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal para socorrer o setor automotivo, que podem ser estendidas a outros, não afetam o ajuste fiscal e não oferecem riscos, por se tratar de arranjo de mercado.
Levy argumentou, após participar do Encontro Nacional de Comércio Exterior, no Rio de Janeiro, que os bancos estão levando em conta a qualidade de crédito das empresas.
No evento, o ministro da Fazenda ainda comentou a aprovação na Câmara dos Deputados de uma proposta que aumenta a correção do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e destacou que o importante é que não haja fragilidade do fundo.
O projeto é mais um item da pauta-bomba do Congresso, que desagrada o governo federal, por causa do impacto nas contas públicas em meio ao ajuste fiscal. Joaquim Levy disse que a medida agora deve ser analisada no Senado para que se preserve a estabilidade do FGTS de financiar moradias populares.
Na prática, o projeto beneficia o trabalhador aumentando de forma escalonada o rendimento do fundo dos atuais 3% para 6% em 2019.

















