Lava Jato: crimes também aconteciam na Caixa e em ministério

presos filmam tortura a rival dentro de penitenciária

Ministério da Saúde e Caixa Econômica Federal são incluídos nas investigações da Lava Jato. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, investigadores afirmaram que uma agência de publicidade pagou propina ao ex-deputado do PT André Vargas e ao irmão dele, Leon Vargas, para obter vantagens nos contratos com órgãos públicos.

Os irmãos Vargas e o diretor-geral da agência de publicidade Borghi/Lowe, Ricardo Hoffmann, foram presos no início desta manhã, na 11ª fase da operação Lava Jato. André e Leon Vargas foram detidos em Londrina, no Paraná, e Hoffmann em Brasília, onde fica a sede da agência.

Segundo as investigações, os repasses teriam sido feitos a duas empresas controladas pelos irmãos Vargas, a LSI e a Limiar. Eles teriam recebido um bônus de 10% dos contratos firmados entre a agência e órgãos públicos.

Deflagrada na manhã desta sexta-feira, a 11ª fase da Lava Jato – batizada de A Origem – tem como alvo crimes relacionados a três grupos de agentes políticos.

Também foram presos o ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA) e a secertária dele, Elia Santos da Hora, em Salvador. Já em Pernambuco, agentes da Polícia Federal prenderam o ex-presidente do PP Pedro Corrêa – que também é um dos condenados do mensalão. Ivan Mernon da Silva Torres, apontado como o laranja de Corrêa, foi detido em Niterói, no Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Federal, as irregularidades que vieram à tona nesta sexta-feira não teriam ligação com o esquema de corrupção da Petrobras. No entanto, de acordo com as investigações, todos os suspeitos têm ligação com o doleiro Alberto Youssef, apontado como o líder dos desvios na petrolífera.

Todos os sete presos na manhã desta sexta-feira serão levados para a carceragem da superintendência da Polícia Federal no Paraná. Eles estão detidos em regime preventivo.