A Justiça determinou que sejam feitos estudos para definir se um cachorro que está recolhido no Centro de Bem Estar Animal (CBEA) de Joinville, no Norte catarinense, será ressocializado ou se terá que ser sacrificado. A decisão liminar (temporária) é do dia 3 de julho, proferida pelo juiz Roberto Lepper, da 2ª vara da Fazenda Pública, e foi dada a partir de pedido do Ministério Público de Santa Catarina.
De acordo com o CBEA, o cão, chamado Barão, é da raça labrador, foi abandonado e apareceu em uma escola do bairro Aventureiro, onde teria apresentado comportamento agressivo e atacado um membro da instituição, há cerca de três meses.
Em função de esse comportamento ter continuado, o animal precisa ficar em um espaço isolado e sozinho para evitar que ataque outras pessoas e os demais animais que vivem no centro.
Conforme a determinação judicial, o Centro de Bem-Estar Animal pediu a eutanásia do animal por causa da dificuldade em dar “tranquilidade e dignidade” ao animal, conhecido pelo nome de “Barão”.
A Justiça determinou que seja feito parecer técnico com três profissionais veterinários sobre a possibilidade de ressocialização do animal. A ONG Frada será consultada sobre sugestões para o futuro do Barão.

Adoção
O CBEA informou que ainda não recebeu a ordem judicial e que tem expectativa de que encontre um adotante para que Barão não precise passar pela eutanásia. “Quem adotar precisa saber que ele é agressivo e precisa ter um local espaçoso e com muro para ele ficar. É recomendado que não tenha criança em casa”, diz o coordenador Alceu José Athaíde Júnior.
A liminar estabelece que três especialistas diferentes façam a análise comportamental para definir se ele tem condições de passar por ressocialização. Ainda não há prazo para que o estudo seja realizado.




















