Dono de hits como ‘Monalisa’ e ‘Que nem maré’, cantor vem a SC com novo show ‘Nas minhas mãos’, que tem parcerias de Ronaldinho Gaúcho e Thiaguinho.
O cantor carioca de MPB Jorge Vercillo chega a Florianópolispara uma apresentação nesta sexta-feira (26). No show, além dos sucessos de mais de 20 anos de carreira, ele apresenta novas canções do projeto “Nas minhas mãos”, que tem parcerias musicais populares, do samba de Thiaguinho ao rap do ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho.
“Eu decidi me aproximar de várias pessoas que se diziam meus fãs, e fãs de vários ícones da MPB”, conta Vercillo. “Todos estamos no projeto de somar à música brasileira. Conseguimos fazer uma música atual, radiofônica, mas que tem uma mensagem”, afirma.
Com Ronaldinho Gaúcho, canta “Garra”, uma canção que usa a imagem de São Jorge combatendo o “dragão da ganância” para falar de política, de forma apartidária. “Ele [Ronaldinho] encarnou a garra do povo brasileiro, revoltado, mas não revoltado para agredir alguém, mas inflamado para a cidadania”, completa.

Já com Thiaguinho, a balada criada foi “Fantasias”. “É um samba pagode com influência do rock progressivo, porque tem guitarra, o overdrive, meu filho por sinal que faz a guitarra”, explica.
Monalisa
Há anos associado ao hit “Monalisa”, ele diz não se importar em, muitas vezes, não ser reconhecido pessoalmente na rua. “Eu sempre quis que minha música fosse maior que o meu nome, que a minha imagem”, conta.
E, também, afirma não se importa em cantar Monalisa para seu público nos shows. “Nunca fiz uma música que eu não gostasse. Tão grande quanto ‘Monalisa’, eu tenho ‘Que nem maré’, ‘Homem Aranha’, ‘Sensível demais’…. ‘Ela une todas as coisas’ é uma das minhas músicas mais visualizadas no Youtube. Aquela história de o cara é um cantor de uma música só não é meu caso”.
“Quem não conhece a minha imagem, conhece a música. Até hoje não fiz muito show no Sul porque não me contratam para fazer, como acontece com muito cantor de MPB”, reclama Vercillo.
Ligação com São Jorge
Um dos projetos mais famosos de Vercillo é “Coisa de Jorge”. Em 2007, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi gravado uma apresentação em homenagem a São Jorge com ele, Jorge Aragão, Jorge Mautner e Jorge Ben Jor no palco.
Além de se recordar com carinho da data, Jorge Vercillo explica que a ligação com o santo vem desde o berço. “Eu me chamo Jorge por São Jorge. A minha mãe fez uma promessa que, se eu saísse com saúde ao nascer, eu me chamaria Jorge”.
Segundo ele, a mãe só foi descobrir a gravidez aos quatro meses de gestação. Até então, fez diversos exames e radiografias. Os médicos a aconselharam tirar o bebê pela radiação recebida no período. “Mas ela teve uma visão: eu com o cabelo enrolado correndo pela casa, e decidiu me ter”, conta.
“Até hoje meus amigos brincam que eu nasci com saúde, mas não bato muito bem”, ri o cantor.
Serviço
Sexta-feira (26), às 21h
Florianópolis
Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC)
Classificação: 16 anos
Valores: de R$ 70 a R$ 120
Ingressos online pelo site Ingresso Rápido

















