Indonésia rejeita mais um pedido diplomático e mantém execuções

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As autoridades indonésias rejeitaram a proposta do governo da Austrália para, em vez do fuzilamento, condenar à prisão perpétua os dois australianos que estão no corredor da morte.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Julie Bishop, em mensagem enviada ao chefe da diplomacia indonésia, Retno Marsudi, disse que o governo pretende explorar todas as possibilidades para convencer Jacarta a desistir da execução de Andrew Chan e Myuran Sukumaran.

Os australianos fazem parte da lista de estrangeiros condenados à morte e podem ser executados nas próximas semanas. Eles eram líderes do grupo de traficantesOs Nove de Balie foram condenados à morte em 2006 por tentativa de traficar heroína para a Indonésia.

Além de Andrew Chan e Myruan Suykumaran, da Austrália, os outros estrangeiros condenados pelo mesmo crime e que também aguardam no corredor da morte são da França, doBrasil, da Nigéria, das Filipinas e de Gana.

A diplomacia australiana sugeriu, no dia 3 de março, uma troca de prisioneiros entre os dois países e, recentemente, propôs pagar todos os custos relativos à prisão perpétua caso a Indonésia desista da pena de morte.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, Arrmanatha Nasir, no entanto, respondeu que as propostas australianas foram rejeitadas.

“A pena de morte já foi decidida pelo tribunal”, disse o porta-voz, acrescentando que o assunto não pode ser negociado por se tratar de uma questão legal. Ele acrescentou que Jacarta lamenta que os pedidos de Camberra tenham sido publicados na imprensa australiana.

Os dois australianos, que viram todos os apelos e recursos negados pelas autoridades de Jacarta, foram transferidos para a prisão de Nusakambangan, em Java, onde costumam ser feitas as execuções na Indonésia.