Indonésia afirma que manterá execuções

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O governo da Indonésia anunciou que prosseguirá com as execuções previstas de quatro condenados à morte. Na lista estão de dois australianos e outros dois estrangeiros. Com a decisão, a Indonésia deixa claro que está descartando a proposta de troca de presos apresentada pela Austrália.

"De acordo com as ordens do presidente, a pena de morte decidida contra os condenados será aplicada", afirmou na manhã desta quinta-feira o ministro da Segurança, Tedjo Edhy Purdijatno.

Os condenados já foram transferidos de Jacarta para a prisão próximo ao local do fuzilamente. Não há, no entanto, informações sobre a data da execução.

Outros seis pessoas que também estão no corredor da morte não foram transferidas. Entre elas está o brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos. Ele foi condenado por entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf no ano de 2004.

Para evitar o fuzilamento, a família do brasileiro tenta provar às autoridades que Rodrigo sofre de esquizofrenia e pede que ele seja transferido para um centro psiquiátrico.

No dia 17 de janeiro, a Indonésia executou o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, um holandês, um vietnamita, um malauiano e um nigeriano. As primeiras execuções no país desde 2013 provocaram uma onda de indignação internacional.

Dezenas de indonésios e estrangeiros de 15 países condenados por tráfico de drogas estão no corredor da morte na Indonésia, que tem uma das legislações mais severas do mundo.

O novo presidente indonésio, Joko Widodo, afirmou pouco depois de chegar ao poder, em outubro, que não concederia nenhum indulto aos condenados à morte por narcotráfico. Ele considera que seu país vive uma situação de estado de urgência em matéria de entorpecentes, que provocam a morte de dezenas de jovens todos os dias.