A Procuradoria indonésia anunciou nesta quinta-feira que a próxima execução de condenados à morte por tráfico de drogas -incluindo a do brasileiro Rodrigo Gularte – vai ser adiada para depois do Congresso Ásia-África, que está previsto para ocorrer entre 18 e 24 de abril.
“A realização do Congresso Ásia-África é a principal razão para a suspensão”, disse o porta-voz da Procuradoria, Tonny T. Spontana. Inicialmente, segundo o jornal Jakarta Post, ele havia informado que a execução ocorreria em abril.
O brasileiro Rodrigo Gularte foi detido em 2004 com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf e acabou sendo condenado à pena de morte no ano seguinte. Ele é um dos 11 presos que aguardam execução.
Apesar dos pedidos de clemência por parte dos países de origem dos condenados, como a Austrália, o Brasil e a França, o presidente indonésio, Joko Widodo, reiterou a firmeza do seu governo contra o tráfico de droga e rejeitou todos os apelos.
Em janeiro, a Indonésia executou seis traficantes, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise diplomática com o Brasil.
A Indonésia retomou as execuções em 2013, depois de cinco anos de moratória. Ao todo, 133 prisioneiros aguardam execução – destes 57 foram condenados por tráfico de droga, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.



















