Incentivados por grupos terroristas, jovens palestinos atacam civis israelenses

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Uma mulher palestina esfaqueou um israelense na Cidade Antiga de Jerusalém nesta quarta-feira (7). Crime aconteceu após medidas de segurança — impostas depois de uma série de ataques — terem sido levantadas pelas autoridades.

A porta-voz da polícia israelense de Jerusalém, Luba Samri, disse que a "mulher terrorista" atacou o homem quando ele estava de costas, ferindo-o superficialmente. Ele respondeu com tiro, deixando-a seriamente ferida. Ambos foram hospitalizados.

Segundo a imprensa local, o ataque teria sido realizada nas proximidades de onde um israelense foi morto e sua mulher e filho pequeno feridos após terem sido esfaqueados por um militante palestino no último sábado.

As tensões vem escalando há três semanas. Muitos palestinos acreditam que o governo israelense quer expandir a presença judaica na região, o que o governo de Benjamin Netanyahu nega.

Desde então, quatro israelenses foram mortos em ataques em Jerusalém e na Cisjordânia, enquanto o Exército de Israel matou quatro palestinos, entre eles um jovem de 12 anos e outro de 18.

Diante dos episódios de violência, o premiê israelense — que vem sofrendo pressões internas — disse que irá agir com "mão forte" para dar fim aos ataques.

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, respondeu na última terça, dizendo não querer uma escalada de violência nas relações com Israel.

"Nossas diretrizes para nossas forças, para os partidos e para a juventude é que não queremos uma escalada", disse Abbas, citado pela agência local Wafa.