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Inaugurado voo direto entre Cuiabá e Barra do Garças

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“É um novo momento para a região do Araguaia, que tem grande potencial turístico, econômico e de geração de empregos e agora ganha reforço com a chegada de voos diretos que vão integrar a cidade a Cuiabá, disse o deputado Max Russi, minutos antes de embarcar no primeiro voo direto Cuiabá-Barra do Garças, realizado nesta segunda-feira (7).

O avião ATR 72-600, de fabricação franco italiana,cumprirá viagens diárias de domingo a sexta-feira, com tarifas a partir de R$ 79,90 ou 5 mil pontos. Segundo Max, a ALMT foi fundamental para que isso ocorresse, uma vez que a empresa fez diversas exigências e houve uma articulação dos parlamentares, com aprovação de emendas, e também do governo, com adoção do Voe MT, para que a cidade tivesse a oportunidade de se adequar para receber os voos.

Ainda de acordo com Max Russi, que é autor de emendas que viabilizaram os serviços no aeroporto, foi feita uma estruturação completa do aeroporto de Barra do Garças. Outra ação importante foi a aprovação, pela ALMT, do Voe MT, programa do governo pelo qual as companhias aéreas podem obter redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para compra de querosene de aviação. O programa foi criado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O deputado Baiano Filho acredita que o momento é importante para Barra do Garças, que mantém contato comercial com Goiânia e agora passa a ampliar as relações com a capital do seu estado. “Chegou a vez do Araguaia, de Barra e outros municípios da região. È o momento de a região evoluir, especialmente no setor de turismo”, disse. Baiano também destacou o incentivo dado pelo governo, com a redução do ICMS, como primordial para que a cidade de Barra do Garças possa interagir com a capital, fomentando o comércio e o turismo.

O secretário-adjunto de Desenvolvimento do Turismo, Luis Carlos Nigro, falou da importância do desenvolvimento do turismo para a região de Barra do Garças. “Com esses voos diários, encurtaremos distâncias. Isso significa desenvolvimento e geração de emprego e renda para a população da região”, disse, citando ainda que além da reforma do aeroporto, o governo investe no Centro de Eventos de Barra do Garças, “com objetivo de fomentar o turismo e encurtar distâncias entre a região.

O diretor de expansão da Azul, Ronaldo Veras, disse que o Voe MT foi fundamental para que a empresa tomasse a decisão de operar voos para Barra. Ele lembrou que o combustível representa mais de 40% nos custos de operação e, por isso, os incentivos foram importantes. Além da estruturação do aeroporto, informou Veras, outras exigências, como processo de certificação, patrimônio e de segurança foram cumpridas pela Azul para que a operação fosse possível. Segundo ele, a ALMT foi importante nas tratativas para concretização do projeto.

Além de Barra do Garças, a empresa Azul planeja operar com novo voo para Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, a partir do dia 5 de dezembro. Para 2017, estão previstas operações para as cidades de Cáceres e Tangará da Serra. As novas operações estão sendo realizadas com incentivo daLei do Voe MT (Programa Estadual de Incentivo à Aviação Regional), que visa estimular a implantação e a expansão de linhas aéreas no Estado.

Entenda o Voe MT

O programa Voe MT pretende fomentar e democratizar o transporte aéreo e diversificar as cidades a serem atendidas com voos regulares. Entre as normas para que a empresa seja enquadrada estão operar rotas aéreas de forma regular em dois ou mais municípios, nos casos de voos regionais e nacionais, e em pelo menos um nos casos de voos internacionais, comprovar a autorização para operar a rota pretendida, comprovar a regularidade junto à Fazenda Pública Estadual e aos órgãos de fiscalização e manter oficina de aeronaves no estado.

O incentivo é a redução da base de cálculo do ICMS incidente nas operações internas para aquisição de querosene de aviação. Essa redução é progressiva de 20% a 84%. O percentual vai variar conforme a quantidade de municípios mato-grossenses atendidos pela empresa aérea, ou seja, quanto mais municípios atendidos maior a redução. No caso da empresa operar voos internacionais, não haverá incidência de ICMS. Atualmente, as companhias aéreas pagam uma alíquota de 25% na compra do combustível.