Pacientes do Hospital Doutor Alípio Correa, em Ermelino Matarazzo, extremo leste de São Paulo, têm enfrentado dias difíceis. A reportagem da Band flagrou homens e mulheres de idade chorando na fila do atendimento. Por dois motivos: dor e a longa espera por uam consulta médica.
Em um vídeo gravado por um familiar, um idoso aparece abatido no quarto onde está internado há 68 dias. Ele sofreu um infarto e deveria ter passado por um cirurgia de ponte de safena.
Durante o tempo de espera, no entanto, o paciente infartou mais uma vez e ainda continua sem previsão de quando o procedimento será realizado.
Um outro vídeo, gravado por um comerciante, mostra uma mulher grávida em trabalho de parto na entrada do hospital. A bolsa já estourou, ela grita de dor e mesmo assim não consegue atendimento. Só depois de a família chamar a polícia é que uma enfermeira aparece com uma cadeira de rodas.
Há lotação na internação, no pronto socorro e também na assistência médica ambulatorial. Os pacientes dizem que a quantidade de médicos é insuficiente para atender a demanda do hospital e citam que as crianças são as que mais sofrem – segundo eles, raramente se encontra um pediatra de plantão.
As filas não duram menos de 12 horas. Mas existem casos ainda piores: um paciente chegou a afirmar que espera há seis anos para consultar com um médico alergista.
A autarquia responsável pelo Hospital Alípio Correa informou que o paciente que sofreu dois infartos durante a espera por cirurgia enfrentou complicações clínicas e por isso o procedimento precisou ser atrasado.
Já sobre o tempo de espera por consulta, a autarquia reconhece que há filas. Na sua versão, no entanto, a espera não passa de uma hora, variando conforme a demanda.




















