
No começo, movimentos incertos e inseguros. Após alguns minutos de prática, o treino em duplas de como escapar de possíveis ataques ou agressões vai se tornando mais leve e as participantes começam a sentir mais a vontade, e até a se divertir com os seus pares. Assim foi a participação das idosas do programa Floripa Feliz Idade na aula de defesa pessoal do projeto Floripa com Elas, no último sábado. A iniciativa é da Prefeitura de Florianópolis, por meio do Instituto de Geração de Oportunidades (Igeof).
Esta é a segunda aula que conta com a participação de idosas cadastradas no programa. “É extremamente importante nos dias de hoje, a gente tem que se precaver. Eu acho que essa iniciativa da Prefeitura é excelente, estou adorando,” afirma Marisa Pecoits, de 73 anos.
O instrutor inicia as aulas com aquecimento em volta do tatame. A primeira dica é evitar o contato ou aproximação do agressor. Em seguida explica quais são os tipos de itens que a mulher pode improvisar para escapar caso seja vítima de algum tipo de violência, como: celular, spray de gengibre, chaves de casa ou carro, caneta, pedaço de madeira, e outros. O objetivo é provocar dor, se desvencilhar e buscar socorro e não o confronto direto com o agressor, que pode estar armado ou com um cúmplice.
“O projeto tem feito muita diferença na vida de quem participa. Mais do que aprendizado sobre táticas de defesa pessoal, as participantes também aproveitam para trocar experiências e fortalecer umas às outras, com suas histórias de vida, superação e empoderamento,” conclui o superintendente do Igeof, Yan Santos, idealizador do projeto Floripa com Elas.
– Ao andar na rua, prestar atenção se alguém está observando de forma incomum;
Antes de chegar no carro, pegar a chave, para que possa entrar rapidamente no veículo. Não esperar chegar perto, para então procurar a chave;
– Não destravar o carro, muito tempo antes de chegar perto. Isso pode fazer com que o agressor entre no carro;
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