O vereador Ibrahim Zaher (PSD) pediu a todas as escolas que participem da campanha “Diga Não à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes” de iniciativa do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ministério Público Estadual e Prefeitura Municipal. Na oportunidade, destacou a importância das professoras, mães e de quem estiver auxiliando a criança nas atividades prestarem atenção em qualquer alteração de comportamento e fazer o encaminhamento correto, caso haja suspeita de tenha sofrido algum tipo de violência.
Quando trabalhamos com uma campanha que envolve a comunicação da criança, além de saber interpretar os desenhos e frases, as pessoas devem ficar atentas ao comportamento e o que será dito pela criança. Ele lembra que há casos em que as crianças contam a violência para mães e responsáveis e estes muitas não acreditam na história contada. “O resultado é que a criança sofre duas vezes, primeiro com a violência, e depois por ninguém ter acreditado no que foi dito. Temos que cuidar do que considero o maior patrimônio do nosso país: as crianças”.
Segundo o mapa da violência contra a criança e o adolescente no Brasil, a população de 0 a 19 anos é de pouco mais de 30%. O que assusta é o nível de violência contra estas pessoas. Dados de 2010 revelam que 24 pessoas nesta faixa etária são assassinadas todos os dias no Brasil. As causas por mortes não naturais são responsáveis por 53,2% das mortes, bem maior que as decorrentes de doenças como câncer: 7,8% e do aparelho respiratório: 6,6%.
A violência física já é responsável por 40,5% do total de atendimentos de crianças e adolescentes entre 15 e 19 anos, outros 20% dos atendimentos são em decorrência da violência sexual, esta presente na maioria das vezes em crianças e jovens de até 14 anos e depois vem a violência psicológica ou moral com 17%.
Ibrahim lembra que no caso da violência sexual, o agressor na maioria das vezes era quem deveria estar no papel de protetor. “Estudos mostram que a violência na maioria dos casos é praticada dentro de casa por pais, padrastos, tios, primos enfim, por quem deveria cuidar e proteger a criança de perigos externos”.
O vereador destacou a iniciativa como salutar e solicitou atenção e toda a disposição do poder público em acolher e encaminhar às vítimas para atendimento adequado. Na cidade, as vítimas são atendidas pelos conselhos tutelares e encaminhadas para os CAPsI (Centro de Atendimento Psicossocial Infantil), Centro de Reabilitação “Nilmo Júnior”, entre outros.

















