A Guarda Revolucionária do Irã intensificou nas últimas semanas os ataques hackers contra e-mails e redes sociais de funcionários do governo dos Estados Unidos, em ataques cibernéticos que estariam ligados à prisão de um empresário iraniano-americano em Teerã, afirmou o jornal "Wall Street Journal" nesta quarta-feira (4).
Citando autoridades norte-americanas não identificadas, o periódico informou que o pessoal do Setor de Assuntos Iranianos do Departamento de Estado e do Gabinete de Assuntos do Oriente Médio estão entre os hackeados. Isso indica que pessoas que trabalham com funcionários públicos norte-americano que trabalhem com políticas para o Irã parecem ser o foco dos ataques cibernéticos. Outros alvos são jornalistas e acadêmicos.
Os relatos sobre o surto de ataques de hackers ocorrem após o acordo internacional histórico realizado em julho para aliviar as severas sanções econômicas contra o Irã. Em troca disso, o país reduzirá seu programa nuclear para mostrar que desenvolve armas.
Nos últimos anos, hackers a serviço da Guarda Revolucionária, um poderoso ramo do Exército iraniano, realizaram ataques regulares contra agências do governo dos EUA. Segundo o jornal, porém, a ação se intensificou após a prisão do executivo do setor de petróleo, Siamak Namazi, em meados de outubro.
"Estamos cientes de determinados relatos envolvendo o Irã", disse um alto funcionário do governo em resposta à reportagem do "WSJ". "Embora eu não tenha comentários a fazer sobre reportagens específicas, estamos cientes de que hackers do Irã e de outros lugares costumam usar ataques cibernéticos para obter informações ou fazer conexões com os objetivos de seu interesse."
Namazi é chefe de planejamento estratégico da Crescent Petroleum, uma companhia de petróleo e gás nos Emirados Árabes Unidos, e trabalhou para grupos de estudo e consultoria em Washington. Ele tinha sido detido e interrogado regularmente pelos Guardas Revolucionários antes de sua prisão.
Autoridades dos EUA acreditam que alguns dos ataques mais recentes podem estar ligados a relatos sobre a prisão de cidadãos de dupla nacionalidade e outros”, disse uma fonte ao jornal.




















