A máfia da habitação parece ter voltado a atuar com força total em Rondonópolis. Depois de estimular a invasão de casas populares, grupos que atuam nesse setor estariam incentivando pessoas, com pouca instrução, a invadirem terrenos.
Nos últimos tempos, famílias inteiras entram nestes locais e ficam morando em condições sub-humanas, alojadas em barracos de lona ou madeira na esperança de conseguir uma moradia digna.
Algumas até pagam cerca de R$ 500,00 por poucos metros de terreno para garantir um espaço.
Esses “vendedores” ilegais já estão na mira de uma investigação, que também apura o envolvimento de grupos ligados a políticos. Os indivíduos estariam montando uma estrutura em várias regiões para chamar a atenção da opinião pública e desgastar a imagem do prefeito Percival Muniz (PPS), possivelmente candidato a reeleição.
Os locais considerados mais críticos são exatamente onde estão localizados vários conjuntos habitacionais, que foram entregues ou estão prestes a serem entregues.
Quase 100 famílias já ocuparam os terrenos, que não podem receber moradia por que são áreas de reserva. Por lei, no local só pode ser construído posto de saúde, escola ou creche.
A prefeitura já foi notificada pelo Ministério Público para garantir a reintegração de posse dos terrenos.
Os invasores correm o risco de ficar sem um teto e ainda podem perder o direito de garantir um cadastro no sistema habitacional. Já que, para fazer o documento o beneficiado não pode estar negativado como invasor de terrenos ou casas.

















