Equipes do Grupo Móvel de Fiscalização do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho resgataram 940 trabalhadores de condições análogas à de escravo, em 2016, num total de 145 operações realizadas.
Os grupos móveis são responsáveis pelo combate ao trabalho análogo ao de escravo no país e, desde 1995, vêm atuando em todo território nacional para combater a prática ilegal, principalmente em áreas de difícil acesso, onde as ameaças ao trabalho do grupo são constantes.
“É imprescindível que o trabalhador tenha condições decentes, salário justo e segurança para o desempenho de suas atividades. Não seremos jamais coniventes com o trabalho escravo”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “O Brasil não pode conviver com essa prática nefasta, que é um atentado contra a dignidade humana. Essas ações coordenadas pelo Ministério do Trabalho são feitas de forma intensa e vão continuar”, disse.
Há exatamente um ano, em São Félix do Xingu (PA), sete homens encapuzados e armados abriramfogo contra uma equipe que se deslocava para atender denúncia de agressão e maus tratos contra trabalhadores de uma fazenda local. Os agentes federaisreagiram e trocaram tiros com os criminosos,queabandonaramo automóvel que ocupavam e fugirampela mata.Eles deixaram no veículo documentos, armamento, munição, GPS, rádio e uma elevada quantidade de dinheiro.
A equipe, coordenada pelo auditor-fiscal do Trabalho José Weyne Marcelino, e composta de representantes do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública e da Polícia Rodoviária Federal, abortou a ação naquele momento, mas retornou no dia seguinte para dar continuidade aos trabalhos, resgatando nove trabalhadores em garimpos no município de Altamira (PA), com pagamentos aos trabalhadores resgatados que chegaram a R$ 48 mil em rescisões trabalhistas.
“Fatos como esse precisam ser punidos com rigor”, afirma o secretário de Inspeção do Trabalho substituto, João Paulo Ferreira Machado. “É prioridade do Ministério combater a precarização das condições de trabalho e a submissão de trabalhadores a condições inadequadas e degradantes”, acrescenta.


















