De acordo com o diretor de operação e expansão da Casan, Fábio Krieger, as quatro áreas mais preocupantes neste momento são Extremo-Oeste, Serra, Litoral Norte, principalmente na cidade de Barra Velha, e Grande Florianópolis.
Alguns rios já foram bastante afetados, como o Itajaí-Açu, na região de Indaial, que está 50 cm abaixo do normal. O rio Antonina, em São Joaquim, também está praticamente seco.
Além disso, segundo Krieger, a Casan já reduziu 40% da captação da Lagoa do Peri, em Florianópolis.
“Não existe perspectiva de chuva abundante por Estado nos próximos meses”, disse a metereologista do Epagri/Ciram, Maria Laura Rodrigues.
A meteorologista explica que há expectativa de chuvas para a segunda quinzena de maio. No entanto, deverá ser muito mal distribuída, o que não resolve os problemas de escassez.
Para os meses de inverno, de modo geral, a previsão é de chuvas dentro ou abaixo da média.
Maria Laura detalhou que a Grande Florianópolis registra déficit mais acentuado de precipitação desde março. Em abril, os municípios de Barra Velha e Itajaí também ficaram abaixo da média.
Economia de água
De acordo com o diretor da Casan, a orientação, que antes era de uso consciente, agora é de economia de água.
Krieger ressalta que não pode faltar água no Estado em meio à pandemia da Covid-19. Portanto, a recomendação é evitar lavar calçadas, carros, diminuir tempo de banho, entre outras atitudes.
A Casan vem implementando campanhas de conscientização para economia de água. “É preciso que todos tenham consciência que, economizando, não vai faltar pro resto da cidade” afirma o diretor.
Situação crítica
“A situação é crítica, mas o Estado vai superar a crise”, disse o secretário executivo do Meio Ambiente, Leonardo Ferreira.
Segundo ele, o governo do Estado vem adotando medidas emergenciais de planejamento. Entre elas, um “plano de resolução” para obtenção de água, cujos detalhes não foram repassados. Também disse que foi criado um grupo de crise para tratar da escassez hídrica.
Foi divulgada, ainda, uma nota técnica caracterizando situação de estiagem em Santa Catarina. No documento foram emitidas recomendações para prefeituras, órgãos e população em geral.
Além disso, quinzenalmente são lançados boletins hidrometereológicos, com dados atualizados da situação.
Hoje, em Santa Catarina, 120 municípios estão em estado de atenção, 27 em alerta e 20 em estado crítico. O secretário ressaltou que, dos 295 municípios, apenas 220 responderam, então há cidades em situação desconhecida.