Gestores das 14 Escolas Plenas de Mato Grosso estão reunidos em Cuiabá para o “Café da Escola Plena”, que conta com a participação de equipes do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), parceiro da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) na implantação do ensino integral no Estado.
O encontro, que começou nesta terça-feira (29) e segue até amanhã, foi marcado para debater a exposição das boas práticas inseridas no projeto da Escola Plena, que completou um semestre em funcionamento e apresenta bons resultados educacionais.
Nas Escolas Plenas, além de o índice de aprovação ser maior, a evasão é bem mais baixa do que nas escolas regulares.
Além dos gestores, também participam do encontro 28 alunos – dois de cada escola – que vão relatar suas experiências dentro do modelo de escola.
Segundo o secretário adjunto de Política Educacional da Seduc, Edinaldo Gomes, as Escolas Plenas já são um sucesso na rede estadual de ensino. “O modelo já mostrou que dá resultado, não só obtendo melhores índices educacionais, como revelando os talentos de vários alunos”, afirmou.
O coordenador de Ensino Médio da Seduc, Rogério Gomes, explica que o encontro visa difundir e aprimorar as experiências vividas nas escolas. “É uma ação formativa, uma troca de experiências dos gestores das escolas. Queremos a integração, saber como elas estão organizadas, o que há de melhor em cada uma delas, para que possamos fazer uma organização pedagógica a partir disso”, ressaltou.
De Barra do Garças, a coordenadora pedagógica da Escola Plena Nossa Senhora da Guia, Luciana de Luci, contou que foi um desafio para a comunidade adotar o modelo, mas que hoje o ensino integral é uma realidade favorável.
“A Escola Plena lançou novos desafios para a comunidade escolar e não podemos pensar nela só como uma escola em tempo integral, mas também, temos que pensar nos nossos alunos. Quem são eles e como vamos inseri-los dentro desse espaço educacional”.
Depois da primeira etapa, a coordenadora lembra que os resultados positivos começaram a aparecer. Exemplo disso é a participação dos pais na rotina escolar. “Antes, nossas reuniões contavam com 15% das famílias, mas já estamos em 50%. Criamos um espaço que vai além das salas, além das condições de estrutura, que precisam melhorar, mas não impedem a aprendizagem”.
Para a educadora, a gestão trabalha com estratégias. “É importante ressaltar e ter ciência que o sujeito aprende e pode aprender, depois disso é só criar uma estratégia, no nosso caso é baseada em leituras e resolução de problemas. Só depois teremos bons resultados”, finalizou.
Alan Porto, secretário adjunto de Obras e Estrutura Escolar, disse aos gestores que a Seduc se esforçapara realizar projetos e metas. “As Escolas Plenas são prioridades na gestão e, por isso, os objetivos vão além das estruturas. Sabemos aqui os anseios de todos”.
Também participaram do encontro os adjuntos da Seduc, Marioneide Kliemaschewsk (Gestão Educacional e Inovação) e Édiulen Jesus de Arruda Leite (Gestão de Pessoas).

















