Gean Loureiro diz que ‘Não adianta insistir e nem brigar’ sobre respeito às regras nos ônibus

Houve registro de filas para recarga de cartão e passageiros que tiveram de descer do ônibus para respeitar capacidade de 40% do limite. Segundo prefeito, todos devem ajudar na fiscalização.

Ônibus voltaram a circular na capital de SC nesta quarta-feira (17/06) — Foto: Leonardo Souza/PMF

A prefeitura de Florianópolis avalia como tranquila a primeira manhã de retorno do transporte coletivo nesta quarta-feira (17), após três meses com circulação suspensa por causa da pandemia do novo coronavírus. No entanto, houve registro de filas no Terminal do Centro para recarga de cartão e passageiros precisaram descer do ônibus no Terminal de Canavieiras (Tican), no Norte da Ilha, para que fosse respeitado o limite 40% da ocupação nos coletivos. Segundo o prefeito da capital catarinense, haverá fiscalização e as pessoas precisam ser pacientes.

“Não adianta insistir e nem brigar com o fiscal, não adianta brigar com motorista também. É para a sua segurança”, afirmou Gean Loureiro em rede social.

Além do limite de pessoas dentro dos ônibus, é obrigatório usar máscaras, é proibido se alimentar nos ônibus e terminais, não é possível pagar ônibus com dinheiro e os passageiros devem fazer check-in com QR-Code, para que a prefeitura controle o avanço da pandemia.

A prefeitura deve avaliar a circulação do transporte coletivo por cerca de três semanas para decidir se haverá ou não mais alguma flexibilização ou até se pode voltar atrás em alguma liberação. Segundo o governo estadual, Florianópolis tem 960 casos de coronavírus, incluindo nove mortes.

“Todos são fiscais: um vai cobrando do outro porque se não seguir [as regras sanitárias] e os números piorarem, vamos ser obrigados a fechar e não é isso que a gente deseja. A gente quer conviver com a doença de maneira que todos possam ter suas atividades seguindo novas normas de comportamento”, afirmou Gean Loureiro.

Segundo a prefeitura, mais de 17 mil usuários já fizeram o cadastro online pelo QR-Code. Com ele, a prefeitura pode avaliar as condições de saúde dos passageiros e encaminhar para o sistema de saúde quem for suspeito de ter coronavírus.

O retorno do transporte intermunicipal também estava previsto para esta quarta-feira, mas foi adiada para segunda-feira (22) porque a prefeitura está analisando os protocolos sanitários das empresas de ônibus que fazem ligação entre outros municípios da região e a capital.

Segundo a prefeitura, algumas empresas atrasaram a entrega dos protocolos e por isso a prorrogação do prazo para retorno. O controle dos ônibus intermunicipais deve ser o mesmo, segundo a prefeitura.

“Praticamente não temos divisas geográficas e as pessoas nem sabem quando estão num município ou no outro, este combate [ao coronavírus] é conjunto. Por isso vai meu pedido aos moradores de toda a região para que possam seguir todas as recomendações”, disse o prefeito.

“A recomendação segue a mesma, é ficar em casa, usar o transporte coletivos só se for essencial. Sabemos que os números podem aumentar e se isso ocorrer, vamos ter que proibir novamente. Por isso pedimos a sua colaboração”, disse o prefeito.

Ainda segundo ele, os cobradores e motoristas são essenciais para que as regras sejam cumpridas “para que possam exigir, com a cortesia necessária”, que as pessoas desembarquem em caso de excesso de passageiros, que o uso da máscara seja correto.

Na Grande Florianópolis, os ônibus voltaram a circular em 8 de junho nas cidades de Palhoça, São José e Biguaçu, com mudanças de itinerários, pois os coletivos dessas cidades não podem entrar na capital por enquanto.

Ônibus voltaram a circular em Florianópolis nesta quarta-feira (17/06) — Foto: Leonardo Sousa / PMF

Problemas no retorno dos trabalhos

Durante toda a manhã teve fila de passageiros no Terminal de Integração do Centro (Ticen) para compra de recarga do cartão para usar nos ônibus, como não é possível pagar em dinheiro. Esta fila foi em espaço aberto e as pessoas precisaram respeitar o distanciamento dos outros usuários.

Segundo a prefeitura, o problema registrado no Tican foi pontual e ocorreu por volta das 6h, uma hora após o retorno do transporte. O coletivo estava com mais passageiros do que 40% da capacidade e os fiscais pediram para alguns passageiros descerem e irem em outro ônibus.

Ainda conforme a prefeitura, haverá 35 ônibus extras para evitar aglomeração nos 320 coletivos que voltaram a circular na capital, e esses ônibus extras saem do terminal poucos minutos depois.

https://twitter.com/GeanLoureiro/status/1273254005746122763