Especialistas estimam que o resultado do trabalho de identificação das vítimas do acidente aéreo nos alpes franceses demore de dois a quatro meses para ser divulgado. Segundo a acompanhia, nenhuma identidade será informada até que se tenha o resultado de todos os exames.
O acidente com o Airbus da Germanwings, a filial de baixo custo da Lufthansa, completa uma semana nesta terça-feira.
A aeronave decolou pouco depois das 9h (5h do horário de Brasília) do aeroporto de Barcelona, na Espanha, e tinha como destino a cidade alemã de Düsseldorf. Cerca de duas horas depois da viagem, o avião desapareceu dos radares de controle do tráfego aéreo.
Os destroços foram encontrados ainda na manhã da terça-feira passada numa região de difícil acesso dos alpes franceses. Segundo os investigadores, a aeronave foi pulverizada após se chocar contra o solo.
Havia 150 pessoas a bordo – 144 passageiros e seis tripulantes. A maioria deles era de origem espanhola e alemã.
O acidente
Investigadores afirmam, com base nos dados de uma das caixas-pretas da aeronave, que o jovem copiloto alemão Andreas Lubitz provocou a queda do Airbus A320.
O piloto do avião deixou a cabine para ir ao banheiro e quando retornou a porta estava trancada. Ele chamou pelo copiloto e até tentou abrir a porta com um machado que faz parte do kit de emergência da aeronave. Andreas, que estava dentro da cabine, não respondeu as chamados, se negou a abrir a porta e acionou o botão de descida por vontade própria.
Na casa do copiloto foram encontrados atestados médicos com referência ao dia do acidente. Andreas Lubitz deveria estar afastado do trabalho. Ainda segundo as investigações, ele sofria de depressão e já havia apresentado sinais suicidas.




















