Fotógrafo da vida selvagem faz desabafo sobre incêndio nas dunas da Joaquina, em Florianópolis; FOTOS

Incêndio atinge área de 750 mil metros quadrados nas dunas da Joaquina, em Florianópolis

Tartaruga morta no incêndio. Foto: Gustavo Heilmann

O fotógrafo catarinense Gustavo Heilmann, especialista em vida selvagem, acompanhou os reflexos do incêndio que atingiu a vegetação das dunas da Joaquina/Lagoa da Conceição, em Florianópolis, nesta quinta-feira (23), o fogo consumiu uma área estimada em 750 mil metros quadrados. O balanço, divulgado pelo Corpo de Bombeiros, equivale a 105 campos de futebol.

Heilmann que frequenta o local fez um depoimento nas redes sociais pedindo à população que colabore com a recuperação e com as regras do complexo turístico da dunas, pois trata-se de uma área de preservação ambiental.
Ele explicou, por exemplo, os riscos à natureza da interferência humana. “Aqui é um parque, protegido por Lei, você não pode acampar aqui, você não pode fazer fogueira aqui, inclusive trazer animais como cachorro aqui”, disse.

O fotógrafo ainda fez um registro do que ocorreu no parque das Dunas e mostrou uma série de imagens preocupantes onde mostra o tamanho do estrago feito , tanto na flora como na fauna da região. Vale destacar que no local existe uma imensa variedade de espécie de animais, principalmente répteis e alguns mamíferos.

Ele ainda no depoimento explica a necessidade de preservação do local em razão do tempo seco e pede para que as pessoas cuidem do local.

A área queimada se estende da duna da Joaquina, onde há a prática de sandboard, à região próximo ao posto policial da Avenida Das Rendeiras, na Lagoa da Conceição e em direção ao Rio Tavares.

Incêndio atinge vegetação das dunas da Joaquina, em Florianópolis – Foto: Gustavo Heilmann

De acordo com o Corpo de Bombeiros o incêndio teria iniciado por volta das 12h e sido controlado próximo às 23h, no entanto ainda ontem, sexta-feira (24) por volta das 17 horas o helicóptero Arcanjo realizou operação para combater cinco focos de incêndios na vegetação de turfa, parcialmente decomposto, encontrado em camadas. Ninguém ficou ferido.

Casco de tartaruga morta em incêndio. Foto: Gustavo Heilmann

Segundo o tenente Rafael Manoel José, a baixa umidade e a vegetação seca devido à falta de chuva são condições propícias a incêndios. O tenente explicou que ocorrências desse tipo em dunas não são frequentes, no entanto, na maioria das vezes causadas devido a ação humana.

O combate às chamas na vegetação rasteira e o deslocamento das equipes em meio às dunas são as principais dificuldades encontradas pelos bombeiros. Para o controle das chamas os bombeiros utilizaram batedores e abafadores.

Além da equipe do comandante de área do Corpo de Bombeiros, atuaram na ocorrência as guarnições da Barra da Lagoa, Trindade, Rio Tavares e da aeronave do Arcanjo.

Obs: Acesse o perfil do fotógrafo Gustavo Heilmann

https://www.instagram.com/gustavonatrilha/