Milhares de combatentes apoiados pelos Estados Unidos abriram uma nova frente de batalha na guerra da Síria, lançando uma ofensiva para expulsar o Estado Islâmico de áreas do norte sírio que o grupo usa como base logística e que progride rapidamente, segundo relatos desta quarta-feira (1º).
A operação, iniciada na terça-feira depois de semanas de preparativos discretos, tem como meta impedir o acesso do grupo radical ao território sírio ao longo da fronteira da Turquia, que os militantes usam há tempos para enviar e receber combatentes da Europa.
"É significativo que seja seu último funil" para a Europa, disse um militar norte-americano à Reuters.
Uma pequena quantidade de forças de operações especiais dos EUA irá apoiar a ação terrestre, assessorando e mantendo alguma distância das frentes de batalha, disse a fonte militar, falando sob condição de anonimato para poder discutir o planejamento militar.
"Eles vão ficar tão perto quanto necessário para que eles (os combatentes sírios) finalizem a operação. Mas não se envolverão diretamente nos combates", afirmou.
A operação também irá contar com o apoio de ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA, além de posições terrestres de disparo através da divisa turca.
Último bastião
Expulsar o Estado Islâmico de seu último bastião na fronteira turca se tornou uma das maiores prioridades da campanha encabeçada por Washington contra os extremistas. O grupo controla cerca de 80 quilômetros da divisa que segue para o oeste até Jarablus.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que o bombardeio aéreo norte-americano que ampara a operação em solo matou 15 civis, incluindo três crianças, perto de Manbij nas últimas 24 horas. O relatório do Observatório se baseou em uma rede de ativistas na Síria.



















