Florianópolis fecha 2019 com o maior aumento no preço do aluguel residencial entre 11 capitais analisadas

De acordo com índice FipeZap, capital catarinense fechou 2019 com variação de 14,79% no valor.

Preço do aluguel em Florianópolis tem o maior aumento do Brasil em 2019. Foto: banco de imagens

Florianópolis fechou 2019 com o maior aumento no preço do aluguel residencial entre 11 capitais e outras 14 cidades brasileiras analisadas no Índice FipeZap. A variação no preço na capital catarinense foi de 14,79%. A qualidade de vida e a confiança do consumidor foram apontados como motivos para esse crescimento pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais de Santa Catarina (Secovi).

No Brasil, a média nacional de aumento foi de 4,93% em 2019. A inflação foi de 4,31%. Na capital catarinense, o preço do aluguel tem aumentado ano após ano. Em 2017, quando a cidade entrou na medição, o índice registrou alta de 3,15%. Em 2018, houve mais uma subida, de 3,89%.

Para o vice-presidente do Secovi, Lucas Madalosso, uma das explicações para o aumento no valor dos aluguéis residenciais está na retomada da economia. “Nós temos um aumento na confiança por parte do consumidor, ou seja, ele está se permitindo se endividar um pouco mais. Movimento este que no período de crise a gente viu o contrário, a gente viu as pessoas reduzindo as suas despesas mensais”, disse.

Além da saída crise, tem outro ponto que deixa os aluguéis na capital catarinense nas alturas. “Florianópolis cada vez mais atrai as pessoas em virtude da qualidade de vida da nossa cidade”, afirmou o vice-presidente.

Diferença entre bairros

Em dezembro, o preço médio do metro quadrado para aluguel em Florianópolis ficou em R$ 26,72, o quinto maior do país de acordo com o Índice FipeZap.

Um imóvel com 65 metros quadrados, que é um dos tamanhos mais procurados na cidade, com dois dormitórios, está custando atualmente em torno de R$ 1,5 mil por mês no Continente. O aluguel de um imóvel parecido com esse no Centro da cidade custaria mais ou menos R$ 2,3 mil, de acordo com a imobiliária.

Nos dados de dezembro do Índice FipeZap, os bairros com o metro quadrado mais caro para aluguel eram

  • Barra da Lagoa – média de R$ 50 o metro quadrado
  • Jurerê Internacional – média de R$ 47,95 o metro quadrado
  • Lagoa da Conceição – média de R$ 36,54 o metro quadrado

Os bairros mais baratos são no Continente:

  • Canto – média de R$ 17,77 o metro quadrado
  • Estreito – média de R$ 17,87 o metro quadrado
  • Capoeiras – média de R$ 19,44 o metro quadrado

“A tendência é que para os próximos dois anos continue se acentuando esse ciclo de aumento nos preços dos aluguéis”, disse o vice-presidente do Secovi.

O dono de uma imobiliária de Florianópolis afirmou que os dados do FipeZap não batem com a realidade da empresa dele. “Nós podemos afirmar com segurança e certeza que o índice foi de 7,17%”, disse Leandro Ibagy.

Ele concordou que os proprietários querem aumentar o valor do aluguel, mas disse que quem manda mesmo no valor final é quem vai alugar. “Um exemplo desse imóvel, ele entrou em carteira no final do mês de outubro. A intenção do locador era de R$ 2.990. Nós divulgamos de acordo com o desejo do locador, mas efetivamente estamos alugando o imóvel hoje, e por R$ 2,6 mil, afirmou.

Sobre a pesquisa

O levantamento, feito em parceria pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo Grupo Zap, ligado ao mercado imobiliário, o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados acompanha o preço médio de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras com base em anúncios da Internet.

Nesta pesquisa sobre a variação do preço do aluguel, o aumento em Florianópolis foi comparado com o das capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia e Recife, além das cidades Barueri (SP), Campinas (SP), Guarulhos (SP), Praia Grande (SP), Ribeirão Preto (SP), Santo André (SP), Santos (SP), São Bernardo do Campo (SP), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), Niterói (RJ), Pelotas (RS), Joinville (SC) e São José (SC).