Final deste sábado, contra o Chile, pode coroar “geração de ouro” da Argentina

em partida de futebol para anões, argentina derrota peru

A final deste sábado contra o Chile pode consagrar uma geração que, embora carregue a responsabilidade de encerrar um jejum de 22 anos, deu à Argentina sua maior conquista recente no futebol: o ouro olímpico em Pequim-2008.

Mais do que a taça, uma eventual vitória sobre os donos da casa em Santiago coroaria todo um trabalho de continuação na base, já que 10 dos 23 convocados por Gerardo Martino estavam na campanha de sete anos atrás: Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Javier Mascherano, Fernando Gago, Éver Banega, Ángel Di María, Sergio Agüero, Ezequiel Lavezzi e Lionel Messi.

Destes, sete eram titulares na equipe que foi campeã vencendo a Nigéria por 1 a 0 na decisão, com gol de Di Maria. Ao longo da campanha, comandada pelo técnico Sérgio Batista, Messi, Lavezzi e Agüero também balançaram as redes.

Se a seleção argentina de 2008 seguiu por um caminho que atingiu seu ápica no vice-campeonato mundial em 2014, com derrota para a Alemanha na prorrogação, o mesmo não se pode dizer do Brasil – o que explica, em partes, a crise técnica e de base que o futebol local vive.

Dos 18 convocados por Dunga em Pequim, apenas um defendeu a Seleção na Copa América deste ano: Thiago Silva. A lista de 2008 conta com nomes que sequer foram cogitados para as Copas seguintes, como Renan, Alex Silva, Breno, Ilsinho, Anderson e Rafael Sóbis. Em relação aos Jogos Olímpicos de 2012, além de Thiago Silva, apenas Neymar e Neto foram ao Chile, já que Danilo e Marcelo acabaram cortados por lesão.

Se a condução do futebol no Brasil indica uma certa desconexão entre a seleção de base e a principal, a situação “hermana” é bastante diferente, e a prova maior de sucesso dessa continuidade – algo que já ficou explícito com a campanha na Copa do Mundo – pode vir neste sábado, quando a geração de ouro do futebol argentino terá a chance de tirar das costas o peso de um país inteiro que não vê sua seleção principal levantar uma taça desde 1993.