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FAB colabora com aumento de transplantes no País

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Em 6 de junho deste ano, o presidente Michel Temer determinou, por meio doDecreto nº 8.783, que a Força Aérea Brasileira (FAB) mantenha, permanentemente, um avião no solo pronto para responder a qualquer solicitação de transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para transplante. A regra vale, também, para casos em que é necessário levar o paciente até o órgão.

Três dias depois, a Força Aérea já realizava a primeira viagem com essa finalidade ao transportar um fígado de Salvador (BA) para Recife (PE). A solicitação foi feita pela Central Nacional de Transplantes (CNT) aoSalvaero-Recife, que coordenou a operação com o Segundo Comando Aéreo Regional (II COMAR), também localizado na cidade.

Mais viagens

A viagem entre Bahia e Pernambuco marcou o início de uma colaboração que, conforme indicam os números, apresentou resultados imediatos. Para se ter uma ideia do impacto positivo da medida, basta analisar a quantidade de voos feitos de janeiro até julho deste ano. AFAB transportou 52 órgãos. Desses, 47 ocorreram após a assinatura.

Menos de quatro meses após a sanção do decreto, a atuação da FAB já viabilizou o transporte de 72 órgãos até agora, sendo 30 corações, 28 fígados, 3 pulmões, 5 pâncreas e 6 rins. Foram 67 missões, e a região centro-sul do País recebeu cerca de 70% desses voos.

Recursos para as missões da FAB

Os ministérios da Saúde e Defesa assinaram, no último dia 24 de agosto, um Termo de Execução Descentralizado (TED) no valor de R$ 5 milhões.A medida visou ressarcir a Força Aérea Brasileira (FAB) dos voos realizados para transporte de órgãos em todo o Brasil e assegurando também que sempre haja uma aeronave em solo para fazer o deslocamento.

“Tecnicamente, são quatro horas da retirada do órgão até a implantação. Então, é essa a necessidade que existe e não poderia ser atendida em alguns casos. Alguns órgãos deixavam de ser aproveitados por não haver logística suficiente para cumprir no prazo necessário. Então, com a disponibilidade da FAB, crescemos muito na oportunidade de aproveitamento dos órgãos”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O fato de a FAB ter aviões em várias bases do Brasil também foi ressaltado durante a assinatura do acordo. Segundo o ministro da Defesa,Raul Jungmann,os repasses começaram a ser feitos imediatamente.

"Estamos permitindo que esse ato, profundamente solidário e humano, que é ceder o órgão de uma pessoa que se vai para outra sobreviver, ele possa acontecer. Então são voos da esperança, são voos pela vida (…). Nós vamos imediatamente começar a fazer esses repasses. Transplantes exigem velocidade e recursos."