Execuções na Indonésia são suspensas

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Estão temporariamente suspensas as execuções dos 11 estrangeiros condenados à morte por tráfico de drogas na Indonésia. O brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, está entre os que seriam fuzilados.

Segundo o governo indonésio, não haverá execuções até que todos os recursos judiciais pendentes sejam julgados. A medida pode significar um recuo diante da pressão internacional.

No dia 17 de janeiro, a Indonésia realizou as primeiras execuções da gestão de Widodo. O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, um holandês, um vietnamita, um malauiano e um nigeriano foram fuzilados. As execuções provocaram uma onda de indignação internacional.

A Austrália, que tem dois cidadãos no corredor da morte, lembrou ao governo da ajuda humanitária na época do tsunami que devastou o país e ameaçou boicotar a Indonésia.

Já a presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), negou as credenciais ao novo embaixador da Indonésia no país. Sem o documento, o representante indonésio perde o direito de participar dos eventos oficiais do Brasil.

Além disso, a ONU (Organização das Nações Unidas) apelou para que o presidente Joko Widodo suspendesse a execução de condenados à pena de morte e fizesse uma "revisão completa" de todos os pedidos de clemência na direção da comutação das penas.

Enquanto isso, a família do brasileiro contratou um novo advogado para fortalecer a defesa e provar que Rodrigo Gularte já sofria de doença psiquiátrica antes de embarcar com drogas para Jacarta. O brasileiro foi preso em 2004 com cocaína escondida em pranchas de surf.

A família de Rodrigo tenta provar às autoridades que ele sofre de esquizofrenia e pede que o brasileiro seja transferido para um centro psiquiátrico.