Ex-deputado vira réu por suposta compra de votos em 2010

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O ex-deputado estadual José Riva, que responde a mais de 100 ações cíveis e criminais, virou réu em mais um processo, dessa vez na Justiça Eleitoral. A juíza Caroline Schneider Simões, da 12ª Zona Eleitoral, aceitou denúncia contra ele, um ex-diretor-geral da Polícia Civil e um ex-assessor parlamentar por suposta compra de votos no município de Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, durante a eleição de 2010, quando Riva foi eleito pela quinta vez ao legislativo de Mato Grosso. O G1 não conseguiu falar com a defesa de Riva.

A audiência de instrução da ação foi marcada para o próximo dia 10 de setembro, às 13h30. Conforme a acusação do Ministério Público Eleitoral (MPE), cabos eleitorais de Riva que moravam em Campo Verde estavam comprando votos para o então candidato à reeleição.

A juíza declarou extinta, por prescrição, a denúncia de prevaricação contra os réus.

O caso começou a ser investigado após denúncia anônima. A apuração policial incluiu fotografias dos locais onde os carros estavam sendo adesivados e do postos de combustíveis no qual estavam sendo abastecidos. Também foram autorizadas interceptações telefônicas.

Em novembro do ano passado, a Justiça Federal condenou o ex-diretor-geral pelo crime de prevaricação praticado para beneficiar José Riva.

Histórico

José Riva foi preso duas vezes neste ano, em duas operações do Gaeco, suspeito de ter desviado recursos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Em 2014, ele também foi preso, pela Polícia Federal, durante a operação Ararath.

O ex-deputado despediu-se da vida pública em fevereiro deste ano, após cinco mandados consecutivos como parlamentar. Na ALMT, ele exerceu ainda os cargos de presidente e primeiro-secretário da Mesa Diretora.