A capital de Santa Catarina está reunindo, nesta semana, a Cúpula Mundial das Cidades do Conhecimento.
Cor, sabor e saúde colhidos na cidade.
“O mais maravilhoso disso tudo é que não tem nenhum agrotóxico, que foi plantado e cuidado por nós”, conta a voluntária da horta comunitária, Lori Terezinha Kohler.
As hortas comunitárias estão se espalhando por Florianópolis. Já são mais de cem. A Dona Lori e os amigos agora são agricultores urbanos. E a Caroline Pimenta é uma espécie de anjo da guarda da turma. Ela criou uma plataforma que ensina a plantar e a combater as pragas: “a ideia é levar informação através da tecnologia. Ajudar no desenvolvimento e estimular a produção de alimentos sustentáveis nos perímetros das grandes cidades”.
O adubo usado nas hortas é produzido com o lixo orgânico da cidade. Por sinal, Florianópolis é a capital que, proporcionalmente, mais recicla e, em dez anos, quer ter lixo zero. Responsabilidade de cada um.
“Quando eu vou no supermercado, eu não tô comprando simplesmente o produto e sim uma responsabilidade de dar sequência para aquela embalagem que eu estou comprando no supermercado. Eu tô consumindo e também tô assumindo uma responsabilidade”, destaca Volmir Rodrigues Dos Santos, presidente da Associação de Coletores de Material Reciclável.
Tudo o que melhora a vida das pessoas torna as cidades mais inteligentes. Com o celular na mão, ninguém mais precisa ficar esperando e esperando nos pontos de ônibus em Florianópolis. Um aplicativo mostra em tempo real o deslocamento dos ônibus. Dá para saber, com precisão, quando eles vão passar.
Alguns dos maiores especialistas do mundo em desenvolvimento de cidades estão reunidos em Florianópolis para trocar experiências. “Precisamos de pessoas para uma cidade do conhecimento. Tecnologia é meio. Então o que que a gente busca? Essa conexão entre academia, governo, empresas e sociedade em busca de cidades melhores pra se viver no futuro”, diz Jamile Marques, coordenadora do encontro.

As cidades inteligentes mais admiradas do mundo foram premiadas no encontro. E Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, é a primeira brasileira a receber esse título.
“Bento Gonçalves assumiu a sua identidade e fez disso a sua força econômica. Produção vitivinícola, produção moveleira, enfim, totalmente ligada às raízes históricas da imigração italiana do final do século 19. Bento Gonçalves apostou nos seus valores locais e na sua identidade”, destaca Ana Cristina Fachinelli Bertolini, responsável pela inscrição da cidade.




















