Há tempos o apêndice tem a reputação de ser um dos órgãos mais redundantes (e inúteis) do corpo humano por não ter nenhuma função real. Comumente médicos removem o tecido, mesmo sem necessidade, como forma de prevenir infecções futuras ou rupturas, apesar de isso não ser algo que necessariamente acontecerá com todos nós. No entanto, uma nova pesquisa colocou em questionamento o quão certa é esta retirada.
“Nosso estudo investigou as células linfóides inatas ao intestino [de ratos] e como elas podem contribuir para a função e proteção dele”, disse Gabrielle Belz, do Instituto de Pesquisa Médica Walter e Eliza, localizado em Melbourne, na Australia. “Ao mesmo tempo, nós estávamos interessados em saber como as diferentes células do sistema imunológico afetam as diferentes partes do intestino.”.
Durante os estudos eles descobiram que as células linfóides inatas (ILC) podem proteger o corpo contra infecções que comprometeriam o sistema imunológico, isto pode finalmente redimir a existência do apêndice, de acordo com a publicação realizada na revista ‘Nature Imunology’.
Ao introduzir uma bactéria específica em uma parte do intestino eles perceberam que a parte que seria correspondente ao apêndice foi infectada antes do órgão principal. Além disso, eles revelaram uma contribuição em camadas de cada um dos diferentes tipos de células imunológicas.
“Isto destaca que simplesmente descartar este órgão pode não ser sempre algo do nosso interesse”, completou Belz.“Enquanto o apêndice não exerce funções reais para a nossa digestão, ele possui uma responsabilidade não fundamental porém importante na defesa do sistema”.


















