Estudante é detida após ser acusada de chamar Jair Bolsonaro de homofóbico

Duas estudantes foram detidas pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, no início da noite de ontem (1º), após uma delas ser acusada chamado o deputado Jair Bolsonaro de "homofóbico" nas dependências da Câmara.

A condução das jovens foi filmada e publicada na internet por Eduardo Bolsonaro, que é filho de Jair. "Duas senhoras, do nada, xingaram o Deputado Jair Bolsonaro de homofóbico, 'seu merda' e racista. Após o lamentável episódio, o deputado registrou queixa na Polícia Legislativa", informou ele no Facebook.

Confira o vídeo:

Segundo Talita Victor, assessora da bancada do PSOL na Câmara e membro do diretório nacional do partido, contou ao portal da RedeTV!, que esteve com as jovens na noite durante a detenção, a estudante de artes cênicas Meimei Bastos estava na Câmara para procurar ajuda de deputados para uma viagem ao Encontro Nacional de Estudantes Negros.

Ela estava acompanhada poruma amiga, identificada como Tainá, e um amigo (que não foi conduzido pelos policiais), quando viu o deputado se aproximar e o chamou de "homofóbico de merda", segundo Talita, "sem nem olhar na cara dele".

Acusada de injúria, Meimei foi detida com uma amiga, que também é negra, e que, até o momento da detenção, não havia dito nada ao deputado, como mostram as imagens publicadas na internet. Durante a condução, Tainádiz o "racista" citado pelo filho de Bolsonaro na rede social e, indignada, contesta a prisão: "É anormal! Olha os crimes que eles cometem todo dia, e a gente está indo presa porque falou que ele é homofóbico?! Ele se assume homofóbico".

De acordo com Talita, as duas foram liberadas horas depois e ambas irãoresponder na Justiça por injúria.

O portal da RedeTV! tentou contato com a equipe do deputado Jair Bolsonaro, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto.