Escorpiões amarelos são encontrados em Blumenau e prefeitura faz alerta para novos focos

São monitorados cinco pontos com registro de atividade do animal, nos bairros Escola Agrícola, Itoupava Norte, Vila Itoupava e Badenfurt.

Novos focos de escorpiões amarelos são encontrados em Blumenau — Foto: Semus/Divulgação

A Secretaria de Promoção da Saúde (Semus) de Blumenau, no Norte catarinense, alerta os moradores para tomar alguns cuidados, após a identificação de três novos focos de escorpiões amarelos, o Tityus serrulatus, este ano na cidade. A informação foi divulgada pelo município na terça-feira (16).

Desde o início do controle do aracnídeo na cidade, em 2008, até fevereiro deste ano, haviam apenas dois registrados e monitorados. Os cinco pontos com registro de atividade do animal estão nos bairros Escola Agrícola, Itoupava Norte, Vila Itoupava e Badenfurt.

De acordo com a prefeitura, apesar da atividade de animais peçonhentos ser maior em estações quentes, o frio pode fazer com que busquem abrigo, chegando às casas e áreas próximas de pessoas.

Ainda conforme a prefeitura, desde 2007 há relatos da presença do escorpião amarelo na cidade, que tem cerca de 60% do perímetro de área rural e oferece uma grande quantidade de abrigo e alimento para a espécie.

Segundo o médico veterinário da Vigilância em Saúde de Blumenau, Leandro Roberto Canesi Ferreira, a espécie é invasora, mas está adaptada, tanto em ambientes urbanos, como rural.

Condutas

O município afirma que orienta os moradores por meio de palestras em associações de bairros, além de realizar buscas ativas noturnas e diurnas ao animal e monitorar as regiões de risco.

Em 2017 e 2018, foram registrados três acidentes por ano. Os veterinários alertam que podem ser graves, principalmente quando ocorridos com crianças ou idosos.

A picada do escorpião é venenosa e pode provocar efeitos tanto na região atingida quanto no sistema nervoso. Os sintomas mais comuns, conforme o Manual de Controle de Escorpiões do Ministério da Saúde, são: dor local podendo ser acompanhada de sensações na pele como formigamento, queimação, dormência; febre ou temperatura mais baixa que o comum; e excesso de suor. Também podem ocorrer vômitos, náusea, arritmias e complicações neurológicas, como paralisia.

Em casos de acidente:

  • Limpe o local com água e sabão;
  • Procure orientação médica imediata na unidade de saúde mais próxima ao local do acidente;
  • Se possível, fotografe ou capture o animal para levá-lo ao serviço de saúde, pois a identificação pode auxiliar o tratamento. Em caso de não possuir capacitação para capturar o animal vivo, levar o animal morto ao posto de atendimento.
  • Prestar atenção quando as crianças se queixam de picada de insetos. Perguntar como era o animal e onde ele estava. Na dúvida ir para o posto de atendimento médico mais próximo do local do acidente.
  • Não amarrar, fazer torniquete, não cortar, perfurar ou queimar o local da picada;
  • Não aplicar substâncias sobre ao ferimento nem fazer curativos que fechem o local antes do atendimento.

Prevenção:

  • Manter limpo quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar;
  • Acondicionar lixo domiciliar em sacos plástico ou em outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta. Não jogar lixo em terrenos baldios;
  • Limpar terrenos baldios situados próximos a imóveis habitados;
  • Eliminar as fontes de alimentos para escorpiões (baratas principalmente, e outras infestações de pequenos invertebrados);
  • Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como locais com entulhos, lenhas e superfícies com frestas e sem revestimento;
  • Preservar os predadores naturais dos escorpiões, especialmente as aves de hábito noturno como as corujas, pequenos macacos, quati, lagartos, sapos;
  • Evitar queimadas em terrenos, pois desalojam os escorpiões;
  • Remover folhagens e trepadeiras junto às paredes externas de locais que possuem a ocorrência do animal;
  • Manter fossas sépticas e caixas de gordura bem vedadas para evitar a passagem de escorpiões e baratas;
  • Vedar frestas, buracos em paredes, assoalhos, forros, meia canas e rodapés, assim como prestar atenção em soleiras de portas e fechar com rolos de areia ou rodos de borracha;
  • Em áreas de ocorrência é indicado colocar tela nos ralos ou trocar por escamoteáveis (que possuem sistema de fechamento);
  • Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados;
  • Observar com cuidado panos de chão e roupas antes de apanhá-las;
  • Observe com cuidado roupas e calçados, sacudindo-os antes de calçá-los ou vestí-los;
  • Examine roupas de cama e banho antes de usá-las;
  • Mantenha camas e berços afastados das paredes.