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Escola estadual de São José tem programa que dá exemplo de uso consciente da água

Projeto trabalhado nas aulas de ciências virou a solução para o problema

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Até 2016, toda água da chuva que caía sobre a Escola de Ensino Fundamental Homero de Miranda Gomes, em São José, encharcava o pátio e dificultava as atividades ao ar livre. Foi quando um projeto trabalhado nas aulas de ciências virou a solução para o problema. A água poderia ser captada nas calhas, armazenada em uma cisterna e aproveitada para molhar a horta e fazer limpezas das calçadas.

“A partir de um projeto da professora de ciências, tivemos a ideia de fazer a escola toda abraçar essa causa”, lembra Luci Carla, assistente técnico-pedagógica da unidade escolar. De acordo com ela, a implantação da cisterna custou menos de R$ 2 mil, para a compra do material e a mão de obra, com recursos do Governo Federal, resultado de uma premiação da qual o projeto de sustentabilidade da escola foi vencedora.

A capacidade de armazenamento, hoje, é limitada apenas ao tamanho da caixa d’água. Os mil litros são preenchidos em menos de dez minutos nos dias de chuva mais intensa, e são suficientes para vários dias de limpeza e cuidados com a horta. Mesmo sem chuva significativa há quase três meses, a cisterna ainda tem uma quantidade considerável de água. Para o futuro, a direção da escola pretende ampliar o sistema, captando água do outro lado do prédio e direcionando diretamente para a horta.

“É importante para que as crianças percebam que tudo tem um custo e que todos pagam, além de preparar o futuro deles, para que não falte água, que é escassa”, explica Luci. Além da cisterna para captação de água da chuva, a escola vem trabalhando com economia de papel e estimulando outras medidas de sustentabilidade.

Alerta para o uso racional da água

Depois de quase três meses sem chuva significativa na Grande Florianópolis, o abastecimento tem se mantido dentro da normalidade praticamente em toda a região graças a um esforço conjunto entre a população, que está colaborando com o uso racional de água, e a Casan, que mantém equipes trabalhando em tempo integral para superar os desafios do período.

Como ainda não há previsão de chuva significativa para a região nos próximos dias, a colaboração de todos ainda é fundamental para que toda a Grande Florianópolis continue com o abastecimento dentro da normalidade. O Norte do estado também começa a entrar em estado de alerta.

Confira algumas dicas para poupar água e ainda diminuir a conta ao fim do mês:

  • Reduza seu tempo no chuveiro. Tome banhos rápidos e, se possível, feche o chuveiro ao se ensaboar. A cada 15 minutos de chuveiro aberto, são 135 litros de água que descem e uma conta de água que sobe.
  • Ao escovar os dentes e ao barbear, mantenha a torneira fechada.
  • Não lave a louça com água corrente. Passe rapidamente água nas louças, ensaboe os pratos e utensílios. Abra a torneira apenas para enxaguar.
  • Não lave roupa com água corrente. Trabalhe utilizando o tanque.
  • Ao usar a máquina de lavar, só ligue a de lavar louça ou a de lavar roupas com capacidade total. O consumo de água é o mesmo se você lavar uma peça de roupa apenas ou várias ao mesmo tempo.
  • Água não é vassoura. Em calçadas e áreas pavimentadas, primeiro varra a sujeira, depois lave com a utilização de um balde. A cada 15 minutos de mangueira jorrando, são 280 litros de água (e dinheiro) desperdiçados.
  • Não é preciso lavar seu carro por causa de qualquer poeirinha. Quando for necessário, o jeito mais eficiente e econômico é usar um balde e pano. Não use mangueira. Use bom senso, principalmente em períodos de estiagem, como agora.
  • Você sabia que se regar as plantas em horários mais quentes faz com que elas aproveitem menos água? Isso mesmo. Se a temperatura está alta, a maior parte da água se perde na evaporação. Por isso, o melhor é regar pela manhã cedinho ou à noite, assim elas aproveitam melhor a água. Use regador e não mangueira.
  • Regule a válvula da descarga. A válvula regulada pode diminuir o consumo de água pela metade.
  • Invista na economia. Hoje, há vários produtos no mercado que ajudam a economizar água. Empresas do ramo de materiais hidráulicos e cerâmicas pesquisam para criar alternativas viáveis e eficientes de usar água. Gastar um pouquinho a mais na hora de fazer a instalação, na maioria das vezes, pode trazer retorno para você e para o meio ambiente no médio e longo prazo.

Chuva abaixo do normal

De acordo com a Epagri/Ciram, é normal que chova menos entre o outono e o inverno, mas, neste ano, choveu em volume ainda menor do que o habitual. Em julho, por exemplo, a precipitação esperada era de 90 a 110 milímetros, mas apenas 55 foram registrados. A previsão, agora, é que só a partir de setembro as chuvas voltem com mais intensidade. Até lá, a conscientização e o uso racional de água será fundamental na Grande Florianópolis.

Ações para garantir o fornecimento

Para garantir o fornecimento neste momento pontual de estiagem, a Casan está instalando um bombeamento sequencial para captação de água no Rio Cubatão, já que o Rio Vargem do Braço (Pilões) está mais afetado pela estiagem. Três bombas instaladas no Rio Cubatão estão ampliando em 360 litros por segundo a captação de água que é distribuída no Sistema Integrado, que atende Florianópolis, Santo Amaro, São José, Biguaçu e Palhoça. Este último município não é atendido pela Casan, mas a água é comprada da estatal.

Para o médio prazo, a Casan projeta triplicar a captação de água no Rio Cubatão, passando a 3 mil litros por segundo. A previsão é que a obra seja licitada ainda neste ano, para ser executada em 2020.