Em protesto por mais segurança, motoristas de ônibus deixam de realizar embarque de passageiros em terminal da capital 

Funcionários pediram por mais segurança, além de melhorias na estrutura e limpeza do Terminal Urbano Cidade de Florianópolis.

Foto: Reprodução

Em protesto, motoristas de ônibus não realizaram o embarque de passageiros no Terminal Urbano Cidade de Florianópolis, das 7h às 10h, desta terça-feira (17). Os funcionários manifestaram por mais segurança, além de melhorias na estrutura e limpeza do local. A adesão ao ato foi opcional. Este é o mesmo terminal que foi atingido por um caminhão no início do mês.

As linhas chegaram a entrar no terminal e o desembarque dos passageiros foi realizado, mas as pessoas não puderam embarcar no local.

Os passageiros que precisavam pegar alguma das linhas que passam pelo terminal tiveram que buscar informações junto aos funcionários, para saber a qual ponto de ônibus ou bolsão poderiam se direcionar.

O terminal recebe as linhas executivas de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu e as convencionais de Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas.

“Além da higienização do local não ser feita, tem, principalmente, a questão da [falta de] segurança. No final de semana um trabalhador foi agredido. Não há segurança nem para os trabalhadores, nem para os usuários”, afirma o presidente do O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb), Deonísio Linder.

Segundo a Prefeitura de Florianópolis, uma reunião está marcada para às 10h30, com a Defesa Civil, Guarda Municipal, Secretaria de Transporte e Planejamento Urbano e Sintraturb para discutir a questão da segurança no Terminal Cidade de Florianópolis.

Reforma

O terminal passou por uma reforma este ano, com gastos de de R$ 200 mil, segundo a Prefeitura de Florianópolis. O órgão informou que de maio a julho deste ano, foi feita a troca das tubulações metálicas aparentes de drenagem pluvial do terminal, além de pintura, recuperação das bases de concreto e dos bancos.

“Esse terminal está completamente abandonado pelo poder público. Hoje é um grande perigo para quem trabalha e quem usa. Não tem segurança nenhuma, a limpeza é horrível. Chamaram de reforma, mas foi feita uma maquiada, que na verdade pintaram a ferrugem. Tem bancos podres, só pintaram, colocando em risco quem for sentar depois”, afirma o diretor jurídico do sindicato, Ricardo Freitas.