Rodeada por morros, a Lagoinha do Leste é uma das praias mais procuradas por moradores e turistas em Florianópolis, que estão em busca de aventura, trilhas, contato com a natureza ou apenas para um mergulho na água doce da lagoa ou na água gelada do mar aberto. Apesar da bela paisagem em local de difícil acesso, em meio a montanhas e uma unidade de conservação no Sul da Ilha, a Lagoinha exige cuidado por causa do alto risco de afogamento, além da possibilidade de se perder na mata. No último fim de semana, turistas se perderam na trilha e precisaram ser resgatados pelos bombeiros.
“Esta praia em específico é muito frequentada por turistas, que vão até o local para aventurarem-se nas trilhas adjacentes à praia e, por consequência, surgem ocorrências de atendimento pré-hospitalar. As condições do mar são um ponto de bastante atenção. Por vezes, a Lagoinha revela uma condição de alto risco de afogamento, fazendo com que não seja indicada a entrada no mar até por nadadores experientes”, alerta o 2º tenente do Corpo de Bombeiros Militar, João Eduardo.
A Lagoinha do Leste, assim como a praia de Naufragados, também de mar aberto e no Sul da Ilha, passou a ter apenas nesta temporada de verão a presença de salva-vidas. Quatro guarda-vidas em dois postos instalados na praia de aproximadamente 700 metros cuidam dos banhistas entre as 7h30 e 19h30.

Além do mar agitado, procurado também por surfistas que exploram ondulações favoráveis à formação de “tubos”, existe no local uma pequena lagoa de água doce.
A praia está em Área de Preservação Permanente (APP), integra o Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste e é elencada por muitos frequentadores como a mais bela da capital catarinense, o que a faz tão procurada.
“A Lagoinha em si é incrível, a Coroa de cima ou de baixo, as duas trilhas, o isolamento. É o lugar natural mais peculiar da Ilha de Santa Catarina”, afirma Cid Neto, geógrafo e chefe das unidades de conservação municipais, em Florianópolis.
Técnico da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), Neto recomenda que as trilhas sejam feitas com auxílio de guia ou condutor ambiental “para maior segurança e troca de conhecimento”, diz.
Relatos de moradores sobre a praia e trilhas
Chegar lá só é possível de barco, quando as condições do mar permitem, ou por trilhas. O transporte por embarcação custa em torno de R$ 70 e é feito por pescadores da praia no bairro Pântano do Sul. Entre algumas casas da comunidade é de onde parte a trilha mais curta, com cerca de uma hora de duração, chegando no canto direito da praia. O outro caminho tem duração aproximada de 2h30, e sai da praia do Matadeiro, no bairro da Armação.
Segundo Laura, desde que se mudou para Florianópolis a trilha que mais fez foi a da Lagoinha do Leste. “Simplesmente amo tudo desse lugar, tendo disponibilidade estamos com a mochila pronta para irmos!

A jovem Michelle Souto dos Santos mora a poucos quilômetros das trilhas. Licenciada em educação física e adepta de exercícios, ela costuma ir à praia da Lagoinha sempre que pode.
“Procuro ir pela beleza que vamos encontrando ao longo do percurso, principalmente saindo pela trilha do Matadeiro. Acredito que o diferencial da praia seja o Morro da Coroa, onde pode se ver toda a Lagoinha e sua extensão, e também pelo fato da trilha pelo Pântano está mais organizada, com escaladas e sem pedras pelo caminho”, afima.

Há também moradores de Florianópolis que também aprovaram ter conhecido o local, mas preferem investir energia em novas trilhas e não voltar mais à Lagoinha, como o policial militar Diego Lapa da Silveira. “Fui com o intuito de conhecer o lugar, a pedra que todos tiram fotos, além da trilha que leva até o local, ser um lugar de aventura. Muito top, mas já conheci, pronto. Vou a outros lugares”, brinca.

























