Em Cúpula Nuclear, Obama fala de acordo com Irã e conflitos na China

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O presidente dos EUA Barack Obama disse nesta sexta-feira (1) na Cúpula de Segurança Nuclear, que reúne delegações de 50 países em Washington, que o acordo nuclear com o Irã tem sido bem sucedido até agora, mas ainda tomará tempo para que o país se reintegre à economia global.

Obama disse que os seis países que chegaram ao acordo em Teerã terão que continuar trabalhando para que ele seja totalmente implementado, informa a Reuters.

Ele ressaltou ainda que o acordo não resolve todas as diferenças dos EUA com o Irã. Para Obama, será preciso um tempo para que o Irã se reintegre plenamente à economia global, embora Teerã tenha expressado seu desacordo com o ritmo lento do levantamento das sanções, segundo a France Presse.

"Levará tempo para que o Irã se reintegre à economia global, mas o Irã já está começando a sentir os benefícios deste acordo", disse o presidente dos Estados Unidos.

A comunidade internacional começou a suspender as sanções adotadas contra o Irã em troca de garantias concretas quanto ao caráter civil e pacífico do programa nuclear iraniano.

Em março, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos de não respeitarem os termos do acordo. Para o líder iraniano, os Estados Unidos levantaram sanções "nos papéis", mas "na realidade estão trabalhando para prevenir que o levantamento de sanções seja efeito", afirmou.

Uma série de sanções relacionadas a um programa de mísseis balísticos, repressão a manifestantes e suposto apoio a grupos terroristas segue em vigor.

Nesta semana os Estados Unidos pareceram dar passos concretos para ajudar o Irã a sair do estancamento econômico, ao estabelecerem bases para que este país possa comercializar em dólares.

No entanto, empresas dos Estados Unidos e de terceiros países se mostram cautelosas sobre a possibilidade de fazer negócios com o Irã, por medo de serem envolvidas na pesada teia das regulações americanas.

China

Na quinta-feira, na mesma cúpula, o presidente americano se encontrou com o presidente da China Xi Jinping e falou com ele sobre disputas marítimas internas do país asiático e sobre direitos humanos.

Segundo um comunicado divulgado nesta sexta pela Casa Branca, Obama afez um apelo para que a China resolva pacificamente suas disputas marítimas com países vizinhos para manter a navegação livre na região, uma referência às disputas atuais na costa sul do país.

Ele também discutiu o apoio americano aos direitos humanos na China e a importância de estabelecer um cenário de competição justa das empresas no mercado chinês.