Em congresso, PT propõe o retorno da CPMF; Dilma discursa e defende ajuste

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O PT (Partido dos Trabalhadores) aprovou na noite desta quinta-feira um documento com críticas mais leves ao governo de Dilma Rousseff. O texto, que ainda sofrerá mudanças, também propõe a volta da CPMF. O congresso do PT em Salvador, na Bahia, vai até sábado.

Dilma Rousseff chegou direto de Bruxelas para participar do 5º Congresso Nacional do PT. Ela usou boa parte do discurso para defender as medidas do ajuste fiscal, muito criticadas pela maioria dos petistas.

“Nós somos um governo que tem a coragem de realizar ajustes, e que faz isso para dar sustentabilidade, perenidade, continuidade e fazer (o país) avançar”, disse Dilma. Mais cedo, antes de embarcar para o Brasil, a presidente afirmou que a “marolinha” de 2008 cresceu.

Até sábado, o PT pretende chegar a um consenso sobre os itens do documento que vem sendo chamado de Carta de Salvador, que deve orientar a atuação do partido daqui pra frente. Mas, entre as correntes internas, ainda há divergências importantes sobre temas, como o ajuste fiscal.

Um grupo de 33 dos 63 deputados federais do PT vai apresentar nesta sexta-feira, no congresso do partido, um texto com críticas à atual política econômica. O presidente da sigla, Rui Falcão, disse que ninguém quer as medidas do ajuste fiscal, mas elas são necessárias. Ele também falou sobre a volta da CPMF, o imposto do cheque.

“É preciso reavivar a CMPF, que é um imposto limpo, não cumulativo e transparente”, defendeu Rui Falcão.

Em uma das apresentações fechadas para imprensa, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato, foi aplaudido de pé quando teve o nome citado.