Dr. Leonardo não abre mão da relatoria e membros afirmam que não participaram de reunião

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O deputado estadual Dr. Leonardo (PDT), indicado para assumir a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que será criada para investigar a emissão e a venda de cartas de crédito de promotores e procuradores do Ministério Público do Estado (MPE), garantiu que “não vai abrir mão” da vaga.

O deputado usou a tribuna na manhã desta quinta-feira (26) e se disse surpreso com as recentes notícias divulgadas pela imprensa local, de que em uma reunião realizada na noite de quarta-feira (25), entre os parlamentares, retirou o nome dele da relatoria.

“Fui pego de surpresa. A matéria fala de uma reunião que eu não participei e não tive conhecimento. Eu não pedi para ser dessa CPI, fui indicado. Não vou abrir mão e agora com esses comentários, mais quero estar participando dela”, disparou Dr. Leonardo.

Os deputados Wilson Santos (PSDB), Oscar Bezerra (PSB) e José Carlos do Pátio (SD), também usaram da tribuna para comentar o assunto e afirmaram que não participaram e nem ficaram sabendo da reunião.

Para Wilson, a notícia foi implantada. “A matéria não tem fonte, não tem o autor dessa fala, não diz onde foi, muito menos quem participou. Quatro, dos cinco membros já indicados nesta CPI usaram da palavra hoje para dizer que não foram, não participaram e não sabem nem se ela realmente aconteceu”, ressaltou o líder do governo, na Casa de Leis.

Regimentalmente, o bloco minoritário deveria indicar dois nomes e o majoritário três. Contudo, houve o inverso, há três deputados do bloco minoritário compondo a CPI; Dr. Leonardo na relatoria, José Domingos Fraga (PSD), como presidente e Zé do Pátio membro. Wilson Santos explicou que oficialmente pela minoria, Dr. Leonardo e Pátio foram os indicados e que Domingos foi um consenso dos demais deputados do Legislativo.

“Por duas vezes o líder do bloco minoritário, Gilmar Fabris (PSD) indicou Zé do Pátio e Dr. Leonardo. Em relação ao Zé Domingos, por um pedido dos deputados Eduardo Botelho (PSB), Guilherme Maluf (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (DEM), o nosso bloco majoritário, numa concessão regimentar aceitou o nome dele. Fabris deixou claro quem eram os indicados da minoria. Agora vem com essa historia de que houve reunião, para tirar Dr. Leonardo. Nós não concordamos com isso”, criticou.