Dona de casa de MT elimina quase 50 kg com dicas de grupo em rede social

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Quando atingiu os 138 kg, a dona de casa Elizabeth Santana, de 44 anos, se viu à beira de um abismo e pensou até mesmo em se matar. Sem conseguir fazer todas as atividades do dia a dia e dependente do marido e dos filhos, ela seguiu o conselho da filha e começou a participar de um grupo de autoajuda em uma rede social.

"Sentia vontade de morrer, sumir do mapa, porque estava gorda demais. Estava cansada de tudo, menos de comer. Comia o tempo todo. Era a única coisa que me deixava feliz", conta.

Em foto antiga, já que não gostava de tirar fotos, ela
aparece mais gorda
(Foto: Elizabeth Santana/ Arquivo pessoal)

Ela mudou completamente a alimentação e começou a fazer atividades físicas e, em sete meses, eliminou 49 kg. Agora, quer perder mais 20 kg e chegar aos 69 kg. Até mesmo a vida íntima com o marido melhorou. "Voltei a fazer amor. Estou muito feliz. Rindo à toa", brinca.

Para a perda de peso, ela mudou radicalmente a alimentação. Os quatro pães com mortadela, mussarela, presunto e ovo frito no café da manhã foram substituídos por frutas, tapioca e leite com café. O cardápio diário é semelhante ao de Jéssica Duque, que administra o grupo na rede social e perdeu 27 kg desde o início deste ano.

Dona de casa ainda quer perder mais 20 kg
(Foto: Elizabeth Santana/ Arquivo pessoal)

"Minha filha ficou sabendo desse grupo na internet e sugeriu que eu começasse a participar. Vi o grupo e falei ela [Jéssica] conseguiu, mas eu não vou conseguir, até que um dia em que estava muito mal e a procurei. Chorei muito ao conversar com ela. Ela perguntou: você precisa ou quer emagrecer, porque só vai emagrecer se você quiser", disse Elizabeth, que mora em Cuiabá.

O ganho de peso começou depois de ela dar à luz o último filho e fazer a ligadura das trompas. "Comecei a engordar. Fiz uma dieta maluca e depois engordei o dobro do que tinha emagrecido. Tive leucemia e falei que nunca mais faria dieta porque fiquei doente com isso", pontua.

Ela não dormia sem comer chocolate. "Não dormia se não tivesse uma caxinha de chocolate embaixo da minha cama", revela.

A dona de casa tinha dificuldades para tomar banho e ir ao banheiro. "Antes era muito difícil, principalmente a noite. Tinha que acordar meu esposo para acender a luz e me levar no banheiro. Para tomar banho, minha filha, nora ou meu marido me auxiliavam". O marido era quem preparava o almoço. "Eu não vivia, eu vegetava".

Hoje, ela faz a soma das calorias dos alimentos para não ingerir mais de 1.300 calorias por dia. Também começou a comer frutas e verduras. Se alimenta de três em três horas, seis vezes ao dia. "Fruta não entrava na minha casa. Agora, depois do café da manhã, às 9h, como uma fruta", disse.

A administradora do grupo conta que decidiu criar esse grupo para que as mulheres interessadas em emagrecer e a mudar de vida pudessem ajudar umas às outras. "Resolvi agregar pessoas que tivessem o mesmo objetivo que o meu. Trabalhamos a reeducação emocional e alimentar. O meu resultado foi muito satisfatório", afirmou Jéssica. O grupo possui mais de 14 mil pessoas.