A discussão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) não termina com a segunda votação no Legislativo, lembrou o vereador Ibrahim Zaher (PSD), líder do prefeito na Câmara de Vereadores, ainda há a apreciação do Executivo no texto final que com certeza virá com vetos. “Caberá aos vereadores manterem ou derrubarem os vetos de algumas emendas e, esperamos que até lá, cada um dos vereadores reflita sobre cada emenda e o impacto na administração porque a Prefeitura é uma grande empresa e a renda vem da sociedade e somos contra aumento de impostos”, refletiu o vereador.
Ibrahim lembrou que a revisão do PCCS foi a proposta encontrada para verificar e reduzir as desigualdades entre as categorias, tendo em vista que ao longo dos anos algumas conseguiram mais benefícios que as outras. Ele lembrou que o texto encaminhado à Câmara foi fruto de longas discussões com as categorias e que algumas propostas já haviam inclusive sido superadas e retornaram à Câmara em forma de emendas acatadas pelos vereadores e que agora teme que a administração (esta e futuras) não consiga arcar com o pagamento desses benefícios.
Entre as injustiças ele citou os supersalários pagos pelo município para alguns profissionais, lembrando que chegam a ser maiores que dos secretários e do prefeito. “Outra proposta era barrar o crescimento vegetativo da folha e dos supersalários e algumas emendas prejudicam este objetivo. Mas por outro lado, entendemos que algumas injustiças foram sanadas e como um todo houve avanços nas carreiras”, destacou lembrando que antes era apenas um PCCS para cada categoria e agora estão separados por serviços afins.
O vereador que é vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ressaltou que a comissão trabalhou de forma técnica emitindo parecer contra as emendas que continham texto que aumentavam a despesa do Executivo (o que é inconstitucional) mas o entendimento da CCJ foi derrubado, e permaneceu o aumento de benefícios e de salários pagos aos servidores.
“Defendemos nossos pareceres e mantivemos nosso propósito de reduzir injustiças e manter o equilíbrio financeiro, mas na democracia vence a maioria e fomos derrotados. Estamos trabalhando para que a Prefeitura levante o impacto financeiro do projeto emendado e aprovado para que possamos discutir com os vereadores no momento da apreciação do veto, e com a sociedade que é quem de fato pagará. O cobertor da arrecadação é pequeno e o que cobre aqui poderá faltar em asfalto, na saúde, enfim vamos continuar a discutir o assunto pelo menos nas próximas três semanas”, finalizou.

















