Destruição de campo de refugiados de Calais entra no 3º dia

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O desmantelamento parcial do acampamento de refugiados chamado de "selva" de Calais, no norte da França, foi retomado nesta quarta-feira (2) pelo terceiro dia consecutivo depois de uma noite relativamente tranquila.

Pouco depois das 7h30 GMT (3h30 de Brasília), os funcionários da empresa contratada pelo Estado para destruir a parte sul do campo retomaram as operações, com a ajuda de escavadeiras.

"É preciso sair, isso vai ser demolido", advertiam os policiais nos precários barracos ainda ocupadas.

Poucos minutos antes, um importante dispositivo policial, com 30 veículos e dois caminhões antidistúrbios, foram mobilizados no setor que deveria ser evacuado, onde na segunda-feira (29) foram registrados confrontos entre migrantes e policiais.

Cerca de dez barracos foram incendiados na noite de terça-feira (1º) que, no entanto, foi relativamente tranquila.
Na manhã desta quarta-feira, os barracos terminavam de queimar, sob os olhares de militantes britânicos de ajuda aos migrantes.

Não se sabe se os incêndios foram acidentais ou voluntários, mas tiveram como efeito estender significativamente a parte desmantelada do sul da "selva".

Entre 800 e mil migrantes vivem na parte sul da "selva", segundo o governo francês, mas as associações consideram que na realidade são 3.500.

Em todo o acampamento, que se tornou a maior favela da França, estima-se entre 3.700 e 7.000 o número de imigrantes, principalmente sírios, afegãos e sudaneses.