Defesa detalha atuação das Forças Armadas na Rio 2016

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O planejamento dos comandos militares que atuarão na segurança dos Jogos Rio 2016 começou a ser apresentado nesta quarta-feira (22) no seminário “Emprego do Ministério da Defesa na Segurança dos Jogos Rio 2016”. O evento também irá mostrar como será feita a integração das Forças Armadas com os órgãosde Segurança Pública e Inteligência federais, estaduais e municipais.

“O nosso caderno de encargos, no que diz respeito à defesa, inteligência e segurança, será cumprido integralmente. Isso vem de um planejamento de aproximadamente sete anos de trabalho”, afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante a abertura do evento.

Jungman ainda destacou os grandes eventos que ocorreram no País nos últimos dez anos, como os Jogos Pan-Americanos, em 2007; a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, em 2013; e a Copa do Mundo, em 2014, para mostrar que os órgãos estão preparados para garantir a segurança durante os Jogos.

“Isso resultou em um acúmulo de conhecimentos e de capacidade de operação conjunta, mas também êxito na segurança desses eventos, fruto de um trabalho integrado da Defesa, Justiça, Segurança e Inteligência."

Trabalho de inteligência

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Sergio Westphalen Etchegoyen, disse na abertura do seminário que o trabalho com agências de inteligência internacionais tem sido muito produtivo.

“Nós hoje temos a confirmação da presença de pelo menos 113 agências internacionais, organizadas e reunidas no Centro de Inteligência de Serviços Estrangeiros (CISE), que vai funcionar no Rio de Janeiro, sob a coordenação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Todas essas agências de inteligência vem para o Brasil para a troca de experiências e aprendizados”, ressaltou o general.

Já o ministro da Justiça e da Cidadania, Alexandre de Moraes, ressaltou que a coordenação e a cooperação integrada entre as Forças Armadas, Abin, GSI e secretarias estaduais de segurança pública garantem um clima de proteção aos participantes dos Jogos e à população brasileira.

“Todas as medidas necessárias em relação à inteligência estão sendo tomadas. Ontem, assinamos mais um acordo com o governo dos Estados Unidos para a disponibilização de um programa de software de controle de passageiros”, comentou Alexandre de Moraes.

Rio 2016

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 devem reunir aproximadamente 700 mil turistas, 209 nações, 100 mandatários, 30 mil jornalistas e cerca de 12 mil atletas. E contará, pela primeira vez na realização das Olimpíadas, com um Centro Internacional de Inteligência, com a participação de 100 países.

No total, 38 mil militares das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), sendo 20 mil sediados no Rio de Janeiro, atuarão nos Jogos em ações marítimas e fluviais, aeroespaciais e aeroportuárias, transporte aéreo logístico, defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN), proteção de estruturas estratégicas, segurança e defesa cibernética, fiscalização de produtos controlados e explosivos e enfrentamento ao terrorismo.

O seminário, que ocorre no Comando Militar do Planalto, em Brasília, vai até está quinta-feira (23) e deverá abordar assuntos como planos de operações, logística, proteção de estruturas críticas, defesa aeroespacial, entre outros. O evento reúne todas as autoridades do eixo de defesa nacional, envolvidas nos Jogos Rio 2016.