De acordo com deputados que participam da investigação, a análise de novos documentos anteriores a 1982. Foto: banco de imagens
Novos valores ainda estão sendo calculados pela equipe técnica da CPI, mas se referem a trabalhos executados antes da primeira interdição, em 1982.
Os trabalhos de manutenção e restauração da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, podem ter custado muito mais do que os cerca de R$ 700 milhões contabilizados no primeiro mês de trabalho da CPI da Ponte Hercílio Luz na Assembleia Legislativa. De acordo com deputados que participam da investigação, a análise de novos documentos anteriores a 1982, ano da primeira interdição da ponte, podem apontar novos valores.
Instaurada para dissecar os contratos de manutenção e restauração do cartão postal de Florianópolis, a CPI da Ponte Hercílio Luz tem o reforço de analistas de contas públicas do Ministério Público de Contas e auditores fiscais do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Para realizar o trabalho, os técnicos solicitaram documentos junto às empresas que participaram de atividades de restauração ou manutenção da estrutura, além de órgãos públicos como Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) e TCE e entidades, como o CREA-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina) e Jucesc (Junta Comercial do Estado de Santa Catarina).
O relator da CPI da Ponte Hercílio Luz, deputado estadual Bruno Souza (PSD), admite que os valores gastos com a reforma do cartão postal da Capital podem ser maiores do que os R$ 700 milhões, mas garante que é precipitado cravar um número no momento. “Os valores absolutos só iremos ter quando fizermos todos os cálculos”, declarou. Vice-relator da CPI, o deputado estadual João Amin (PP) também afirma que existe uma “expectativa” de que os valores ultrapassem as somas já conhecidas, que variam entre R$ 500 a R$ 700 milhões.
Enquanto os valores estão sendo calculados pela equipe técnica, a CPI da Ponte Hercílio Luz se prepara para entrar na fase de oitivas na próxima reunião, marcada para quarta-feira, às 17h, com a presença de sete administradores de empresas que formalizaram contratos de manutenção e restauração da estrutura. Os integrantes da CPI acreditam que as testemunhas poderão oferecer importantes informações, uma vez que os documentos da época (1982 a 1989) são escassos.
Na véspera, terça-feira (16), se encerra o prazo para entrega de documentos solicitados ao Consórcio Prosul/Concremat, Consórcio Roca-Tec Ltda, Concremat Engenharia e Tecnologia S/A e Crea/SC. Caso os documentos não forem entregues, a CPI já decidiu que utilizará a prerrogativa de busca e apreensão para ter acesso às informações. O relatório da CPI da Ponte Hercílio Luz tem entrega prevista para o dia 24 de junho, porém a apresentação da conclusão preliminar está prevista para 29 de maio. A semana seguinte está reservada para que os integrantes da comissão possam solicitar vistas antes da elaboração do parecer final.
TESTEMUNHAS
PRIMEIRA LISTA
Roberto Ozorio de Almeida (sócio administrador da Construtora Roca)
Raul Ozorio de Almeida (sócio administrador da Construtora Roca)
Sebastião Moraes Mattos (sócio administrador (sócio administrador da pessoa jurídica Vivenda entre 1990 a 1992)
Cristiane dos Santos Piccoli (sócia gerente da empresa Engecert Ltda em 1991)
Jose Luiz Piccoli (sócio da empresa Engecert Ltda em 1991)
Vilmar Tadeu Bonetti (sócio da empresa Vivenda entre os anos 1990 e 1992)
Paulo Procopiak de Aguiar (sócio da Construtora Roca à época)
SEGUNDA LISTA
Carlos Alberto Schneider (membro de comissão da UFSC em 1983)
Edison da Rosa (membro de comissão da UFSC em 1983)
Paulo de Tarso R. Mendonça (professor Ph.D , relativo a convênio com a UFSC em 1997)
Eduardo A. Fancello (professor, doutor engenheiro, relativo a convênio com a UFSC em 1997)
Edison da Rosa (doutor engenheiro, relativo a convênio com a UFSC em 1997).
José Mauro Lopes Pereima (Engenheiro Civil lotado no Deinfra, era fiscal de conservação e restauração da ponte em 1988).
Flávio Volpato (engenheiro no Deinfra).
Telmo Fernando Mattar de Souza (diretor geral do DER, que assinou contratos em 1982 e 1986).
Edgar Antonio Roman (diretor geral do DER à época do contrato assinado em 1990 com a empresa Vivenda).
Gabriel Eustáquio de Assis (engenheiro da Usimec à época de contrato de 1982 firmado com Usimec/Usiminas).
Roberto Nogueira Costa (engenheiro administrador do projeto da Usimec).
Roberto Borges Botelho (assinou contrato pela Usimec com DER para restauração em 1982).
Fonte: CPI da Ponte Hercílio Luz/Alesc
Fonte: RedaçãoND