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Curso de panificação qualifica reeducandos em penitenciária de Rondonópolis

Produção de padaria será destinada ao café da manhã de reeducandos e venda na cantina da unidade

Sejudh-MT

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A chance de ter uma qualificação e poder exercer uma profissão quando sair da penitenciária onde cumpre pena é uma das satisfações do reeducando José Carlos, que está concluindo o curso de panificação na unidade prisional de Rondonópolis.

“Vi nesse curso uma oportunidade muito grande, pois vou sair daqui qualificado, com o diploma de padeiro. Vou ser grato pelo resto da vida por essa ajuda que recebi aqui”, afirmou ele, durante as aulas do curso, que é realizado na padaria construída na penitenciária regional.

A qualificação integra o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec Prisional), com duração de três meses, e é realizada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec). O Pronatec Prisional é voltado à capacitação de pessoas privadas de liberdade.

O curso de panificação ofertou 20 vagas para a Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa. Na estrutura criada exclusivamente para a padaria, os alunos estão aprendendo a produzir pães de diversos tipos, como francês, de forma, hot dog, pão de queijo, salgados fritos e assados e bolo recheado e confeitado.

J.F.C. também está na turma da panificação e aproveita a chance na expectativa de mudar de vida. “Vou precisar lá fora. Minha expectativa é grande para sair e ter uma oportunidade de trabalho”, afirma o reeducando.

O espaço que abriga a padaria da penitenciária foi construído com recursos da cantina da unidade. Os equipamentos e mobiliários foram adquiridos pela Sejudh por meio de um convênio com o Departamento Penitenciário Nacional, no valor de R$ 371,793 mil.

A padaria ganhou fornos industriais, modeladoras de pães, geladeira comercial, batedeira industrial, mesas, fritadeira e liquidificador industrial, formas, vitrine, cilindro, kits para fazer salgados e panificação.

O diretor da penitenciária, Ailton Ferreira, acredita que o novo espaço de trabalho, de quase 300 m², será importante no processo de ressocialização dos reeducandos.

Ele considera que muito mais que segregar, a missão do Sistema Penitenciário é tentar promover a melhoria da pessoa reclusa para que, ao progredir de regime, tenha condições de ter uma vida dentro da legalidade.

“As atividades laborais contribuem para isso, fazem com que diminua a reincidência criminal, porque conseguimos reinseri-lo na sociedade com dignidade e uma profissão”.

O O curso de panificação termina no fim deste mês e parte do grupo vai atuar na padaria, cuja produção será destinada à alimentação dos reeducandos na penitenciária, venda na cantina da unidade e também para o atendimento às capacitações de servidores e reeducandos que serão realizadas.