Após uma denúncia anônima, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, em ação conjunta com agentes Polícia Militar Ambiental (BPMA), realizou fiscalização em uma propriedade na localidade de Poço Grande, em Joinville, no dia 20 de fevereiro, onde constataram a criação de porcos de forma ilegal.
Na propriedade, a equipe do Departamento Regional da Cidasc de Joinville, formada pelos pelos médicos veterinários Amanda de Oliveira Monsores, Dickson da Silva Portes, Liege Cantelli e o técnico agrícola Clóvis Walter, constatou a existência de 84 suínos sendo alimentados com restos de alimentos provenientes de restaurantes e confirmada as condições inadequadas de manejo, saúde e nutrição dos animais, tanto suínos, bem como as aves da propriedade.
A gestora de Defesa Agropecuária do Departamento Regional da Cidasc de Joinville, Luísa Richter, destaca a importância dessas denúncias para a manutenção do status sanitário internacional de zona livre de Peste Suína Clássica que Santa Catarina possui. “Santa Catarina possui uma certificação internacional, por isso, é importante esse apoio dos catarinenses em denunciar sempre que identificam alguma anormalidade. A Cidasc realiza constantemente o monitoramento nas granjas, atendimento a notificações de suspeitas de ocorrência de enfermidades, inquéritos soroepidemiológicos e o controle do trânsito de suínos. Todo esse trabalho só terá sucesso se os produtores entenderem a importância do trabalho dos nossos técnicos e colaborarem para o controle de doenças que possam atingir o rebanho de suínos em nosso estado”, disse Luísa.

A Cidasc alerta os produtores rurais para que qualquer sintoma de doenças, relacionados ao rebanho de suínos deve ser notificada à Companhia, além disso, é importante manter o cadastro do estabelecimento de criação atualizado junto à Cidasc; criar e manter seus animais em condições adequadas de nutrição, manejo e profilaxia de doenças e facilitar todas as atividades relacionadas à Legislação Sanitária.
Importante destacar que é proibida a criação de bovinos, bubalinos, suídeos, caprinos e ovinos com restos de alimentos (produtos e subprodutos) de origem animal, oriundos de restaurantes e afins, por serem potenciais fontes de contaminação para o rebanho catarinense, fato que justifica tal proibição em nosso território. Dentre as doenças que podem ser potencialmente evitadas, destaca-se a Peste Suína Clássica – PSC.
Fonte: Amanda de Oliveira Monsores e Liege Cantelli – Departamento Regional de Joinville























