Copiloto provocou queda do Airbus, diz procurador

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O copiloto do avião da Germanwings que caiu com 150 pessoas a bordo aparentemente provocou o acidente "de forma deliberada". A afirmação foi feita pelo promotor de Marsella, Brice Robin, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira.

Ele confirmou a versão divulgada pelo jornal New York Times, de que o piloto do Airbus A320 teria ficado preso do lado de fora da cabine e acrescentou ainda que o copiloto, que estava dentro, se recusou a abrir a porta. Mais: ele teria acionado o botão que faz o avião descer por vontade própria.

A informação tem base na análise dos dados da primeira caixa-preta encontrada pela equipe de resgate. Não se sabe, no entanto, o que levou o copiloto a provocar o acidente. A análise do segundo equipamento vai ajudar os investigadores a entender o que aconteceu.

Segundo o promotor, ele estava calmo, consciente e não deu nenhuma demonstração de pânico até o momento em que a aeronave se chocou contra os alpes.

O copiloto foi identificado como Andreas Lubitz. Ele tinha 28 anos e era de nacionalidade alemã. O promotor disse ainda que Andreas não era listado como suspeito de terrorismo e destacou que não há base para afirmar que se trate de ataque terrorista.

Ainda não há informações sobre o perfil psicológico, nem a filiação religiosa dele.

Passageiros

Bruce Robin afirmou durante a coltiva de impresa que os passageitos do avião só perceberam o que estava acontecendo pouco antes de a aeronave se chocar contra os alpes. Pelos dados da caixa-preta, segundo o promotor, esse é o único momento em que se escuta a gritaria das pessoas a bordo.

O promotor disse ainda que teve contato com parentes das vítimas e que todos estão chocados.