Alguns representantes da atual legislatura municipal dificilmente conseguirão êxito na campanha para reeleição.
O que se comenta nos corredores da casa de leis é que dos 21 vereadores pelo menos 8 não conseguirão números suficientes para voltar ao parlamento.
De olho nestas potenciais vagas, alguns pré-candidatos tentam mostrar em reuniões internas que são aptos a concorrerem a uma cadeira.
A tendência que está tomando conta do país são os nomes que se apresentam com experiência política, porém sem qualquer envolvimento com cargos eletivos.
Este é o caso do pré-candidato a vereador de Rondonópolis Pedro Augusto Araújo (SD), bacharel em direito, 40 anos, casado e pais de dois filhos. São mais de 20 anos na militância política. Destes quase 16 foram pelo PMDB, os outros quatro são pelo Solidariedade, partido que ajudou a fundar na cidade. Atualmente ocupa a secretária geral do SD em Rondonópolis.
Em seu plano para uma futura candidatura a vereador, Pedro, que é irmão do deputado estadual José Carlos do Pátio (SD), pretende montar ações para unir a classe legislativa e acabar com os loteamentos de regiões da cidade por vereador. “Isso tem que acabar. Se eu tenho uma ideia específica para o bairro “X” ela tem que ser implantada lá. Não é por que minha base não é lá, ou por que existe outro vereador naquela região que vou virar as costas para aquela localidade. É preciso unir forças. Isso causa respeito e credibilidade ao parlamento”, explica.
Caso sua candidatura seja confirmada e posteriormente consiga eleição, o ativista político já definiu o que seriam suas prioridades para o início de sua legislatura. Uma delas é a discussão da dedicação exclusiva para o cargo de vereador. “Várias profissionais trabalham com dedicação exclusiva por que o ofício exige. Entendo que o cargo de vereador também necessita de exclusividade. É uma função de demanda tempo, atenção e dedicação. Gostaria muito de levar essa discussão adiante. O povo e os legisladores sairiam ganhando com certeza”, conta.
Outra proposta de trabalho é aproximar a comunidade do parlamento cedendo semanalmente espaço para presidentes de bairros explanarem sobre suas demandas, durantes as sessões da Câmara. “Isso aproxima o cidadão do vereador e estimula a participação popular na elaboração de projetos e coloca os vereadores sempre a par do que acontece nos bairros”, finaliza.

















