Com Dilma, Wellington defende modelo de concessão para logística

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O senador Wellington Fagundes (PR-MT) defendeu, com a presidente Dilma Rousseff, a ampliação do modelo de concessão utilizado para reforma e modernização do Porto do Rio de Janeiro. Ele participou da comitiva presidencial que esteve na capital fluminense, nesta quinta (12) e, mais tarde, em Brasília, fez pronunciamento da tribuna do Senado enaltecendo as obras. “Todo o dinheiro aplicado nesse grande empreendimento é fruto de uma bem sucedida parceira público-privada” – disse o republicano.

Presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transporte e Armazenagem, o senador mato-grossense afirmou que o setor produtivo de Mato Grosso tem muito a comemorar com a inauguração do porto, pois haverá com ele um melhor escoamento da produção durante o período das grandes safras. Mato Grosso é um dos maiores exportadores de grãos do mundo e grande parte da produção segue para a Europa e Ásia através dos portos do Sudeste.

Nesse período, ele lembrou, carregamentos ficam até semanas em cima das carretas aguardando a vez de entrar nos portos. “Impacta a vida das cidades e promove um desacerto na nossa economia. Porque uma carga parada significa também aumento de custos” – observou.

O senador analisou ainda que atualmente o Brasil vive em meio a crise dos caminhões, com transportadoras e autônomos brigando pela sobrevivência. “E muitas vezes esse transportador acaba perdendo muito tempo no porto para descarregar a produção. Perde tempo e perde dinheiro”, assentiu.

Wellington completou dizendo que “dar a devida atenção aos portos é fundamental. Os navios cresceram e cresceram muito. Nos portos, estamos evoluindo para um estágio tecnológico, com uso de equipamentos cada vez mais possantes e velozes. Hoje o trabalho portuário exige mais inteligência, planejamento e preparo que força muscular”.

Para Wellington, a parceria público privada (PPP) é um caminho a ser mais explorado. Ele revelou que pediu à presidente Dilma determinação para que o Brasil avance por esta linha. Com uma logística bem desenvolvida, segundo o republicano, o Brasil poderá seguir em passos muito mais firmes na busca da competitividade, com redução de custos e comparando-se aos grandes terminais existentes no mundo. “Isso vai gerar, claro, mais emprego e vamos ter um país melhor” – reconheceu.

Para o parlamentar, as PPPs representam uma grande possibilidade de tratar os investimentos de maneira clara, transparente e segura. “Não apenas na questão dos portos marítimos, mas também para portos fluviais, na implantação de hidrovias, na própria ferrovia – e temos vários projetos existentes no Brasil – e, evidentemente, também nas rodovias e aeroportos” – considerou.

“Espaço existe, modelo existe, produção nós temos! Ampliar a capacidade de investimento, desde que seja feita com segurança e preservação ambiental, também é possível. Ou seja: o Brasil dispõe das ferramentas certas para se reinventar em meio à crise, para crescer e gerar a tão sonhada paz e justiça social que todos nós desejamos” – disse.

PORTO DO RIO

O chamado “Porto do Futuro” foi implementado pelo Grupo Libra, a Multiterminais Logística Integrada e a Companhia Docas do Rio de Janeiro. A obra recebeu investimentos privados na ordem de R$ 1 bilhão. Além disso, foram empregados mais R$ 800 milhões de investimentos públicos. A capacidade anual de movimentação de contêineres, com o que foi investido, vai passar de 1,2 milhão de contêineres para 2 milhões. Ao todo, a ampliação do Porto do Rio receberá ampliação de capacidade na ordem média de 63%.