Charlie Hebdo: segunda edição pós-ataque chega às bancas

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A segunda edição do Charlie Hebdo, após o ataque que deixou 12 mortos na sede do jornal chega às bancas de Paris, com uma tiragem de 2,5 milhões de exemplares.

A capa da edição traz um cão com um jornal na boca tentando fugir de personalidades como a deputada europeia Marine Le Pen, o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy, o Papa Francisco, um jihadista e um banqueiro.

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Na legenda, se lê "C'est reparti", algo como "Aqui vamos nós outra vez".

Ataque

No dia 7 de janeiro deste ano, dois homens armados invadiram a sede do jornal e atiraram contra a redação em plena reunião de pauta, aos gritos de "Allah akbar" (Alá é grande). Ao todo, 12 pessoas morreram, entre eles um policial que estava próximo ao local e foi baleado na saída. Outras 11 pessoas ficaram feridas.

Os atores do atentado foram identificados como sendo os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, de 32 e 34 anos, nascidos em Paris, de pais argelinos. O primeiro já havia sido condenado em 2008, por ter atuado num grupo que enviava jihadistas no Iraque.

Nos dias seguintes, eles foram caçados e mortos pela polícia francesa. Durante as buscas, um casal fez um grupo de pessoas reféns em um mercado judaico, ao leste de Paris. A intenção da dupla era despistar a polícia para facilitar a fuga dos irmãos.

O sequestrador foi morto e a mulher conseguiu escapar.